Alternativa B - A evitação impede a exposição ao estímulo fóbico, reforça o alívio imediato da ansiedade e dificulta a aprendizagem de enfrentamento.
Introdução
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Fobia Específica é mantida por um ciclo de medo e evitação. O paciente evita situações ou objetos que provocam ansiedade, o que gera um alívio temporário, mas perpetua o transtorno a longo prazo.
Desenvolvimento
O mecanismo central envolve o reforço negativo:
- Ao evitar o estímulo, o paciente sente alívio imediato da ansiedade.
- Esse alívio reforça o comportamento de evitação, fazendo com que ele se repita.
- Contudo, essa estratégia impede que o paciente descubra que o perigo não existe ou é superável (processo de extinção).
Portanto, a evitação funciona como uma barreira à aprendizagem corretiva, impedindo a habituação e a reestruturação cognitiva do medo.
Análise das Alternativas
- Alternativa A (Incorreta): A evitação não reduz sintomas a longo prazo; pelo contrário, mantém a sensibilidade ao medo. A extinção ocorre apenas através da exposição, não da fuga.
- Alternativa B (Correta): Descreve exatamente o papel da evitação: bloqueia a exposição real, reforça o alívio momentâneo e impede que o paciente aprenda estratégias de enfrentamento.
- Alternativa C (Incorreta): Estratégias de segurança e evitação devem ser reduzidas durante o tratamento, não mantidas, para permitir a mudança comportamental.
- Alternativa D (Incorreta): Incentivar a evitação contradiz os princípios da terapia de exposição, que visa justamente confrontar o medo de forma controlada.
Conclusão
A alternativa correta é a B, pois identifica que a evitação atua como um fator de manutenção do medo ao fornecer alívio imediato às custas da prevenção de novas aprendizagens.