Alternativa B - Os testes se desgastam.
Introdução
A questão aborda um cenário clássico de Engenharia de Software e Teste de Software, focando na evolução da eficácia dos testes ao longo do tempo. O testador demonstra ceticismo porque, embora o gerente esteja satisfeito com a ausência de defeitos, a estratégia de teste utilizada é insuficiente para garantir a qualidade contínua.
Desenvolvimento
O princípio fundamental em jogo aqui é a ideia de que reutilizar os mesmos testes repetidamente reduz sua eficácia.
Quando um sistema é desenvolvido de forma incremental, novas funcionalidades e alterações no código aparecem a cada iteração. Se os casos de teste de regressão não são atualizados para cobrir essas novas mudanças, eles deixam de atuar como um mecanismo eficiente de detecção de erros.
Isso ocorre porque:
- O conjunto de testes torna-se obsoleto em relação às novas versões do software.
- A probabilidade de novos defeitos passarem despercebidos aumenta, pois os testes antigos não cobrem os novos caminhos de execução.
- Executar sempre os mesmos testes cria uma falsa sensação de segurança.
## Analise
Vamos analisar as alternativas com base nos princípios de teste de software (baseados no padrão ISTQB):
| Alternativa | Análise |
|---|
| A. É impossível realizar testes exaustivos. | Verdadeiro, mas não responde ao cenário. Refere-se ao fato de não poder testar todas as combinações possíveis de entrada, saída e condições. |
| B. Os testes se desgastam. | Correto. Este princípio afirma que, quanto mais um teste é executado repetidamente sem modificações, menor é sua utilidade em descobrir novos defeitos. O ceticismo do testador vem justamente de saber que os testes antigos não cobrem o novo código. |
| C. Falácia da ausência de erros. | Relaciona-se à crença de que a ausência de defeitos detectados significa que o software está pronto ou perfeito. Embora o gerente tenha essa atitude, o motivo técnico do ceticismo do testador é a estagnação dos testes, não apenas a conclusão final. |
| D. Os defeitos se agrupam. | Refere-se ao Princípio de Pareto (80% dos defeitos estão em 20% dos módulos). Não explica a relação entre a falta de atualização dos testes e a ausência de novos defeitos. |
Conclusão
O ceticismo do testador é fundamentado pelo princípio de que os testes se desgastam. Para manter a eficácia em um desenvolvimento incremental, é necessário revisar e expandir constantemente os casos de teste, garantindo que eles cubram as novas alterações do sistema e não sejam apenas repetições mecânicas de execuções anteriores.