Alternativa C - Ao estudo de especificidades culturais e identitárias associadas a fenótipos.
A questão aborda a distinção fundamental entre a visão biológica e a visão sociológica sobre o conceito de raça humana.
Introdução
O enunciado estabelece dois pontos centrais para a resolução:
- Visão Biológica: Não existe raça biológica, pois a variação genética entre grupos humanos é mínima e insuficiente para criar categorias distintas.
- Visão Sociológica: O conceito de raça é uma construção social utilizada para classificar grupos com base em características visíveis.
Desenvolvimento
Para identificar a resposta correta, é necessário entender como a sociologia utiliza esse conceito:
- Não é Genético (Opção B): A alternativa B sugere análise de diferenças genéticas, o que contradiz diretamente o texto que afirma ser essas diferenças "ínfimas" e a biologia negar a existência de raças.
- Base Fenotípica: Na sociedade, as pessoas são frequentemente categorizadas com base no que veem (cor da pele, traços faciais, etc.). Essas características externas são chamadas de fenótipos.
- Construção Social: A partir desses fenótipos, constrói-se identidades, culturas e trajetórias sociais específicas. Isso gera o conceito sociológico de raça ou etnia.
Análise das Alternativas
| Alternativa | Análise | Veredito |
|---|
| A | Foca na história geral, sem mencionar o critério de classificação física. | Incorreta |
| B | Foca em genética, o que a biologia já descartou como base para raça. | Incorreta |
| C | Conecta identidade/cultura aos fenótipos (características físicas observáveis). É a definição sociológica correta. | Correta |
| D | Foca no que une as culturas, enquanto o conceito de raça geralmente foca na diferenciação percebida. | Incorreta |
| E | Foca na contribuição histórica, não na definição do conceito de raça em si. | Incorreta |
Conclusão
A alternativa C é a correta porque descreve adequadamente o propósito sociológico do termo: estudar como as diferenças físicas aparentes (fenótipos) dão origem a construções de identidade e cultura, independentemente da realidade genética comum à espécie humana.