Para o sociólogo José de Souza Martins (2009), a Amazônia brasileira é um lugar onde ao mesmo tempo há diversidade cultural e o confronto de culturas e visões de mundo. É, portanto, um lugar de fronteiras humanas. Além disso, a expansão do capital na Amazônia, ao enxergar os coletivos locais somente como potencial força de trabalho, acaba por desvalorizar e simplificar suas identidades. Sociologicamente, a interação, nem sempre harmônica entre os distintos grupos étnicos e sociais, populações indígenas, trabalhadores, migrantes, agentes econômicos, institucionais, agentes de repressão e de controle expõe conflitos de temporalidades e valores. Sob uma perspectiva sociológica, a diversidade cultural na Amazônia, conforme descrita na análise das fronteiras étnicas, deve ser compreendida como um fenômeno que:
Para o sociólogo José de Souza Martins (2009), a Amazônia brasileira é um lugar onde ao mesmo tempo há diversidade cultural e o confronto de culturas e visões de mundo. É, portanto, um lugar de fronteiras humanas. Além disso, a expansão do capital na Amazônia, ao enxergar os coletivos locais somente como potencial força de trabalho, acaba por desvalorizar e simplificar suas identidades. Sociologicamente, a interação, nem sempre harmônica entre os distintos grupos étnicos e sociais, populações indígenas, trabalhadores, migrantes, agentes econômicos, institucionais, agentes de repressão e de controle expõe conflitos de temporalidades e valores. Sob uma perspectiva sociológica, a diversidade cultural na Amazônia, conforme descrita na análise das fronteiras étnicas, deve ser compreendida como um fenômeno que:
- Resulta da preservação de saberes tradicionais locais sem a imposição e a influência das transformações técnicas e econômicas do mercado global.
- Constitui um complexo cultural destinado ao desaparecimento diante da inevitável racionalização e secularização das relações sociais modernas.
- Emerge como um processo de (re)constituição do humano no qual a afirmação da diferença e da alteridade confronta as tentativas de simplificação e dominação cultural.
- Reflete uma transição de sociedades primitivas para estágios avançados de civilização, através do acesso dessas sociedades às tecnologias de informação.
- Fundamenta-se na atuação das instituições estatais, que garantem a convivência pacífica entre os interesses do capital e as práticas coletivas tradicionais.