Biologia — Fisiologia Múltipla Escolha

De acordo com a Portaria MS 2.616/98, infecção hospitalar é definida como "qualquer infecção adquirida após a internação do paciente, manifestando-se durante a hospitalização ou após a alta, quando relacionada à internação ou a procedimentos hospitalares". Com base no texto-base e nos conhecimentos sobre infecções hospitalares e comunitárias, avalie as afirmações a seguir: Infecções congênitas transmitidas via transplacentária, como toxoplasmose e sífilis, são consideradas infecções comunitárias. II. Uma infecção que se manifesta 48 horas após a internação do paciente, mas está associada a um procedimento terapêutico realizado durante esse período, pode ser classificada como infecção hospitalar. III. Em recém-nascidos, todas as infecções são consideradas hospitalares, independentemente do tempo de ruptura da bolsa amniótica. IV. A infecção hospitalar é definida exclusivamente pela manifestação de sintomas após 72 horas da internação, sem considerar procedimentos realizados no período.

De acordo com a Portaria MS 2.616/98, infecção hospitalar é definida como "qualquer infecção adquirida após a internação do paciente, manifestando-se durante a hospitalização ou após a alta, quando relacionada à internação ou a procedimentos hospitalares".

Com base no texto-base e nos conhecimentos sobre infecções hospitalares e comunitárias, avalie as afirmações a seguir:

I. Infecções congênitas transmitidas via transplacentária, como toxoplasmose e sífilis, são consideradas infecções comunitárias.

II. Uma infecção que se manifesta 48 horas após a internação do paciente, mas está associada a um procedimento terapêutico realizado durante esse período, pode ser classificada como infecção hospitalar.

III. Em recém-nascidos, todas as infecções são consideradas hospitalares, independentemente do tempo de ruptura da bolsa amniótica.

IV. A infecção hospitalar é definida exclusivamente pela manifestação de sintomas após 72 horas da internação, sem considerar procedimentos realizados no período.

  1. As afirmações I e II estão corretas.
  2. As afirmações II e III estão corretas.
  3. As afirmações I, II e III estão corretas.
  4. As afirmações I, II e IV estão corretas.
  5. Todas as afirmações estão corretas.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A

Fundamentação Legal

O tema trata da definição legal de Infecção Hospitalar conforme a Portaria MS nº 2.616, de 12 de maio de 1998, que institui normas para a prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Embora o contexto indique Direito Constitucional, esta questão versa sobre Direito Sanitário e Administrativo, exigindo a comparação estrita com o texto normativo.

A definição central é: "qualquer infecção adquirida após a internação do paciente, manifestando-se durante a hospitalização ou após a alta, quando relacionada à internação ou a procedimentos hospitalares".

Análise das Afirmações

Vamos verificar cada item confrontando com a lógica da norma e os critérios técnicos de classificação:

  • I. Correta. Infecções congênitas transmitidas via transplacentária ocorrem antes do nascimento e da internação hospitalar. Portanto, não se enquadram na definição de "adquirida após a internação". Elas são classificadas como comunitárias ou congênitas.
  • II. Correta. O critério temporal geral é de 48 horas, mas existe a exceção dos procedimentos. Se a infecção está associada a um procedimento terapêutico realizado no hospital, ela é considerada hospitalar mesmo se manifestada dentro das primeiras 48 horas. A relação de causalidade com o procedimento prevalece sobre o tempo isolado.
  • III. Incorreta. Para recém-nascidos, a regra geral é considerar infecções até o 7º dia de vida como hospitalares. Contudo, a afirmação diz "todas... independentemente do tempo de ruptura". Isso é uma generalização perigosa. Se houver ruptura prematura de membranas há mais de 24 horas antes da admissão, a infecção pode ter origem comunitária/materna prévia.
  • IV. Incorreta. A afirmação erra em dois pontos principais: o prazo padrão de referência é 48 horas, não 72 horas; além disso, ignora a relação com procedimentos, que é fundamental para a definição da Portaria.

Tabela Comparativa de Prazos e Critérios

CenárioRegra GeralExceção ImportanteClassificação
Paciente AdultoManifestação > 48hProcedimento realizadoHospitalar
Recém-NascidoManifestação ≤ 7 diasRuptura bolsa > 24h antes admissãoComunitária/Hospitalar
Pós-AltaAté 30 dias (ou 90 cirúrgica)Relacionada ao procedimentoHospitalar
TransplacentáriaAntes da internaçãoNão aplicávelComunitária/Congênita

Pegadinhas Identificadas

  1. Prazo Fixo vs. Relação de Causalidade: Muitas questões tentam fazer você achar que apenas o tempo (48h ou 72h) define a infecção. Lembre-se: se houve procedimento invasivo, o tempo pode ser menor.
  2. Generalização em Neonatos: Frases absolutas como "todas as infecções" em casos de recém-nascidos costumam estar erradas devido às exceções de transmissão vertical materna prévia.
  3. Confusão de Siglas: Atenção para não confundir Portaria MS 2.616/98 com resoluções da ANVISA ou leis penais.

Conclusão

Somente as afirmativas I e II respeitam integralmente a definição normativa e as exceções técnicas estabelecidas pela legislação sanitária vigente.

Alternativa A.

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