Alternativa B - Testes de triagem neonatal (do pezinho), de triagem auditiva, do coraçãozinho, da linguinha, ecocardiograma e cariótipo ao nascimento, dosagem de hormônios tireoidianos e hemograma.
Análise Detalhada
A questão aborda os protocolos de saúde para crianças com Síndrome de Down (Trissomia do Cromossomo 21), exigindo conhecimento sobre as comorbidades associadas e os exames de rastreamento recomendados pelo Ministério da Saúde e sociedades médicas.
Por que a Alternativa B é a correta?
Para uma criança de 7 meses com diagnóstico provável ou confirmado de Síndrome de Down, o acompanhamento deve incluir tanto as triagens universais quanto exames específicos para a síndrome:
- Triagens Neonatais Gerais:
- Teste do Pezinho: Obrigatório para detectar erros inatos do metabolismo (feito entre 3º e 5º dia).
- Triagem Auditiva: Crucial, pois crianças com Down têm alto risco de perda auditiva condutiva ou neurosensorial.
- Teste do Coraçãozinho: Rastreia cardiopatias graves (feito nas primeiras 24h).
- Teste da Linguinha: Avalia anquiloglossia (língua presa), comum nessa população.
- Exames Específicos da Síndrome de Down:
- Cariótipo: É o exame definitivo para confirmar a trissomia e o tipo de translocação, devendo ser realizado assim que há suspeita clínica (fenótipo).
- Ecocardiograma: Cerca de 40% a 50% das crianças com Down possuem cardiopatia congênita. O teste do coraçãozinho é apenas um filtro; o ecocardiograma é necessário para diagnóstico anatômico preciso.
- Dosagem de Hormônios Tireoidianos (TSH/T4): O hipotireoidismo é frequente (cerca de 30% dos casos). A dosagem deve ser feita ao nascimento e repetida periodicamente (ex: aos 6 meses).
- Hemograma: Devido ao maior risco de alterações hematológicas (anemia, leucemia mieloide transitória), é indicado realizar um hemograma basal e acompanhar a contagem de células sanguíneas.
Comparativo com as outras alternativas:
- Alternativa A: Incompleta. Não cita o ecocardiograma, nem o controle de tireoide e hemograma, que são vitais para o manejo precoce.
- Alternativa C: Incompleta. Ignora as triagens neonatais de rotina (pezinho, auditiva), que são obrigatórias para todo recém-nascido, independentemente do diagnóstico de Down.
- Alternativa D: Incorreta em parte. Inclui exames invasivos ou de imagem complexa (US abdominal, Raio-X de coluna) que não são rotina imediata aos 7 meses sem indicação clínica específica. Falta também o cariótipo e os exames de sangue/tireoide.
Conclusão: A criança com Síndrome de Down requer um protocolo de saúde ampliado ("Saúde Integral"). A alternativa B resume corretamente o conjunto de exames que já deveriam estar disponíveis no prontuário desta criança aos 7 meses de idade.