Biologia — Genética Múltipla Escolha

Durante o acompanhamento farmacoterapêutico de um paciente com leucemia mieloide crônica, a equipe multidisciplinar discutiu a utilização do imatinibe como terapia-alvo. O farmacêutico explicou que esse medicamento atua diretamente sobre a proteína associada ao cromossomo Philadelphia, promovendo controle da proliferação celular e melhor resposta clínica. A partir das características moleculares e terapêuticas da doença, é correto afirmar que

Durante o acompanhamento farmacoterapêutico de um paciente com leucemia mieloide crônica, a equipe multidisciplinar discutiu a utilização do imatinibe como terapia-alvo. O farmacêutico explicou que esse medicamento atua diretamente sobre a proteína associada ao cromossomo Philadelphia, promovendo controle da proliferação celular e melhor resposta clínica. A partir das características moleculares e terapêuticas da doença, é correto afirmar que

  1. o imatinibe atua inibindo a atividade tirosina-quinase da proteína BCR-ABL.
  2. a terapia da LMC baseia-se exclusivamente no uso de antibióticos mielossupressores.
  3. a proteína BCR-ABL reduz a proliferação das células mieloides leucêmicas.
  4. o imatinibe promove ativação permanente do gene Philadelphia nas células hematopoéticas.
  5. a fase crônica da LMC caracteriza-se pela ausência de alterações hematológicas.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A - O imatinibe atua inibindo a atividade tirosina-quinase da proteína BCR-ABL

Introdução

Esta questão aborda conceitos fundamentais sobre leucemia mieloide crônica (LMC) e o mecanismo de ação do imatinibe, medicamento alvo em terapias direcionadas. Para compreender corretamente a resposta, é necessário entender a relação entre o cromossomo Philadelphia e a proteína BCR-ABL.

Desenvolvimento

Conceitos-chave da LMC

CaracterísticaDescrição
Cromossomo PhiladelphiaTranslocação t(9;22) entre os cromossomos 9 e 22
Gene resultanteFusão BCR-ABL
Proteína produzidaQuinase de tirosina constitutivamente ativa
Efeito celularProliferação descontrolada de células mieloides

Mecanismo do Imatinibe

O imatinibe é um inibidor de tirosina quinase de primeira geração que se liga especificamente ao sítio ATP da proteína BCR-ABL, impedindo sua fosforilação e consequente sinalização proliferativa.

Análise das Alternativas

  • Alternativa A: CORRETA - O imatinibe realmente inibe a atividade tirosina-quinase da proteína BCR-ABL, bloqueando a via de sinalização que causa proliferação descontrolada.
  • Alternativa B: INCORRETA - A terapia não usa antibióticos mielossupressores, mas sim inibidores de tirosina quinase. Antibióticos são para infecções bacterianas.
  • Alternativa C: INCORRETA - A proteína BCR-ABL AUMENTA a proliferação (é hiperativa), não reduz. Sua atividade constante leva à multiplicação desregulada das células.
  • Alternativa D: INCORRETA - O imatinibe INHIBE os efeitos da proteína BCR-ABL, não promove ativação. Ele age contra o gene Philadelphia, não a favor.
  • Alternativa E: INCORRETA - Na fase crônica da LMC há alterações hematológicas significativas: leucocitose elevada, aumento de basófilos e eosinófilos, e megacariócitos anormais.

Conclusão

A alternativa A é a única correta porque descreve com precisão o mecanismo molecular do imatinibe na LMC. Este medicamento representa um marco na medicina personalizada, pois ataca diretamente a anomalia genética específica da doença.

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