Economia Múltipla Escolha

A Comissão de Estudos Econômicos para a América Latina (CEPAL), foi criada a partir de Bretton Woods (1944) com o objetivo de buscar soluções para promover o desenvolvimento econômico da América Latina. Dentre os seus grandes colaboradores estão os economistas Osvaldo Sunkel, Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares e Raul Prebisch. Sobre a posição desses autores, com relação a teoria das vantagens comparativas de David Ricardo, de acordo com a Rota da Disciplina, seus estudos individuais e na bibliografia é correto afirmar que:

A Comissão de Estudos Econômicos para a América Latina (CEPAL), foi criada a partir de Bretton Woods (1944) com o objetivo de buscar soluções para promover o desenvolvimento econômico da América Latina. Dentre os seus grandes colaboradores estão os economistas Osvaldo Sunkel, Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares e Raul Prebisch. Sobre a posição desses autores, com relação a teoria das vantagens comparativas de David Ricardo, de acordo com a Rota da Disciplina, seus estudos individuais e na bibliografia é correto afirmar que:

  1. Os teóricos da CEPAL fizeram muitas críticas à teoria das vantagens comparativas, afirmando que a mesma só teria validade, caso fossem desconsiderados os avanços na industrialização, ou seja, que a economia fosse estática.
  2. Os membros da CEPAL sustentam que as teorias de David Ricardo são totalmente adequadas às relações de comércio exterior entre os países pobres e os países industrializados e que isso contribui para o aumento do desenvolvimento econômico tanto de um quanto do outro.
  3. Afirmam que as teorias de Ricardo denunciam as relações de desigualdade nas transações econômicas entre os países desenvolvidos (os países centrais) e aqueles que produzem bens de baixo valor agregado (os países periféricos).
  4. Os membros da CEPAL constataram que através da perspectiva de industrialização apontada por Ricardo, como um receituário, se fosse seguida por seus governantes, os países latino-americanos seriam grandes potências.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A

Análise da Questão

Esta questão aborda a relação entre a Teoria Clássica do Comércio Internacional (David Ricardo) e o Estruturalismo Latino-Americano (CEPAL). Para responder corretamente, é necessário compreender as críticas feitas pelos economistas estruturalistas aos modelos clássicos de livre comércio.

## Fundamentos Teóricos

Para entender a alternativa correta, precisamos contrastar as duas visões principais presentes no enunciado:

  1. Teoria das Vantagens Comparativas (David Ricardo):
  • Propõe que cada país deve se especializar na produção de bens onde tem maior eficiência relativa.
  • Assume condições de economia estática: não considera mudanças tecnológicas profundas, acumulação de capital ou industrialização futura.
  • Defende o livre comércio universal, acreditando que todos ganham com a troca baseada nas vantagens naturais existentes.
  1. Crítica da CEPAL (Raul Prebisch, Celso Furtado, etc.):
  • Considera a economia como dinâmica.
  • Argumenta que as vantagens naturais (matérias-primas) tendem a ter preços em queda ao longo do tempo (Hipótese Prebisch-Singer).
  • Acredita que a industrialização é essencial para o desenvolvimento real, criando empregos e tecnologia.
  • Conclusão principal: Aplicar a teoria de Ricardo sem considerar a industrialização condena os países periféricos à dependência de exportação de produtos primários de baixo valor agregado.

## Justificativa Didática

A alternativa A é a correta porque resume exatamente o ponto central da crítica cepalista à teoria ricardiana.

  • O argumento da Estaticidade: Os teóricos da CEPAL afirmavam que a teoria de Ricardo pressupõe uma situação estável onde as vantagens comparativas são dadas pela natureza e não mudam com o tempo.
  • O papel da Industrialização: Ao ignorar os avanços tecnológicos e industriais, a teoria falha em explicar como países podem evoluir. Se um país periférico seguir rigorosamente Ricardo (exportar o que tem de melhor hoje, geralmente commodities), ele nunca conseguirá desenvolver sua base industrial e ficará preso no subdesenvolvimento.
  • Resumo: A CEPAL disse basicamente: "A teoria de Ricardo só funciona se a economia não mudar (for estática). Como a indústria muda tudo, a teoria não serve para nós"

## Por que as outras alternativas estão incorretas?

AlternativaMotivo do Erro
BIncorreta. A CEPAL não defendia que as teorias de Ricardo eram adequadas para países pobres. Pelo contrário, achavam que elas perpetuavam a exploração dos países periféricos.
CIncorreta. A teoria de Ricardo em si não denuncia desigualdades; ela descreve mecanismos de trocas eficientes. Foi a CEPAL quem usou a análise econômica para denunciar a desigualdade estrutural Centro-Periferia.
DIncorreta. Ricardo não apontou a industrialização como receita. Ele focava na agricultura e no comércio livre clássico. A defesa da industrialização (Substituição de Importações) é uma contribuição da própria CEPAL, não de Ricardo.

Conclusão

A visão da CEPAL rompeu com o liberalismo clássico ao introduzir a variável dinâmica da industrialização e da estrutura produtiva. Portanto, a afirmação de que eles criticaram a teoria de Ricardo por assumir uma economia estática, ignorando os avanços da industrialização, é a resposta correta.

Alternativa A.

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