Alternativa B
O tratamento do refluxo gastroesofágico (RGE) patológico causado por alergia alimentar (principalmente à Proteína do Leite de Vaca - PLV) requer modificação da dieta como primeira linha de intervenção. O uso de medicamentos e espessantes é secundário e apenas indicado em casos específicos onde a exclusão dietética não resolve ou há complicações graves.
Análise das Alternativas
- Alternativa A (Inibidor de Bomba de Prótons): Incorreta. Os medicamentos como omeprazol ou pantoprazol não devem ser usados rotineiramente para o refluxo simples. Eles só têm indicação se houver esofagite erosiva comprovada, o que não é o caso padrão de alergia alimentar inicial.
- Alternativa B (Fórmula Hidrolisada): Correta. Para bebês alimentados com fórmula à base de leite de vaca, a remoção da alérgeno exige substituição por fórmulas extensamente hidrolisadas (onde as proteínas são quebradas em pedaços pequenos) ou à base de aminoácidos (para casos mais graves/resistentes). O tempo de observação clínico é de 2 a 4 semanas para avaliar a melhora dos sintomas.
- Alternativa C (Aleitamento Materno): Incorreta no contexto apresentado. Em crianças amamentadas, o tratamento primário é a exclusão materna de produtos lácteos da dieta da mãe, e não o fornecimento de fórmula ao bebê durante o aleitamento.
- Alternativa D (Fórmula Antirrefluxo): Incorreta. Fórmulas espessadas ajudam no aspecto mecânico do refluxo (física), mas não tratam a causa imunológica/alérgica (inflamação da mucosa).
Conclusão
A conduta adequada para RGE por alergia alimentar depende da forma de alimentação. Se for artificial, troca-se a fórmula para hidrolisada/aminoácidos. Se for materno, exclui-se leite da dieta materna. A alternativa B descreve corretamente o manejo para lactentes alimentados com fórmula.