Enfermagem Múltipla Escolha

MMGT, 25 anos, de entrada no hospital, 39 semanas de gestação, com relatos de contrações uterinas a cada 5 minutos, de acordo com seu controle e do marido. O Ginecologista de plantão decide mantê-la em observação, e verifica a presença de 4 cm de dilatação ao toque. Durante o exame, o médico decide utilizar o sonar Doppler. Sobre esse recurso, temos que: I - Deve-se realizar a ausculta antes, durante e imediatamente após uma contração, a cada 30 minutos, registrando como uma taxa única; II - O médico deve palpar o pulso materno se alguma anormalidade for suspeitada para diferenciar batimentos fetais e da mãe; III - Deve-se registrar acelerações e desacelerações se ouvidas.

MMGT, 25 anos, de entrada no hospital, 39 semanas de gestação, com relatos de contrações uterinas a cada 5 minutos, de acordo com seu controle e do marido. O Ginecologista de plantão decide mantê-la em observação, e verifica a presença de 4 cm de dilatação ao toque. Durante o exame, o médico decide utilizar o sonar Doppler. Sobre esse recurso, temos que: I - Deve-se realizar a ausculta antes, durante e imediatamente após uma contração, a cada 30 minutos, registrando como uma taxa única; II - O médico deve palpar o pulso materno se alguma anormalidade for suspeitada para diferenciar batimentos fetais e da mãe; III - Deve-se registrar acelerações e desacelerações se ouvidas.

  1. Apenas o item II está correto.
  2. Apenas os itens I estão corretos.
  3. Apenas os itens I e III estão corretos.
  4. Apenas os itens II e III estão corretos.
  5. Todos os itens estão corretos.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E - Todos os itens estão corretos.

Introdução
A questão aborda o protocolo de monitoramento intermitente dos batimentos cardíacos fetais durante o trabalho de parto, uma prática essencial para avaliar o bem-estar fetal em casos de baixo risco ou quando o monitoramento contínuo não é estritamente necessário. O caso descreve uma paciente na fase ativa do trabalho de parto (4 cm de dilatação).

Análise dos Itens

Item I: Frequência e Duração da Ausculta

Este item está correto. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e protocolos internacionais (como o Parto Humanizado no Brasil):

  • A ausculta deve ser realizada a cada 30 minutos durante a fase ativa do trabalho de parto.
  • Deve durar pelo menos 1 minuto.
  • A avaliação ocorre antes, durante e após a contração para detectar possíveis desacelerações provocadas pela compressão do cordão umbilical.

Item II: Diferenciação de Batimentos

Este item está correto. Uma das principais causas de erro na ausculta é confundir o pulso materno com o fetal.

  • O ritmo cardíaco fetal (FCF) normal varia entre 110 e 160 bpm.
  • O pulso materno (FCM) é geralmente mais lento (60 a 100 bpm).
  • Se houver suspeita, o médico deve palpar o pulso radial da mãe simultaneamente para confirmar a origem do som ouvido.

Item III: Registro de Variações

Este item está correto. A simples taxa numérica não é suficiente; a variabilidade é crucial.

  • Acelerações: Geralmente indicam bem-estar fetal (movimento associado ao aumento da frequência).
  • Desacelerações: Podem indicar sofrimento fetal (compressão do cordão ou hipóxia), exigindo atenção imediata.
  • Registrar esses eventos permite uma tomada de decisão clínica mais precisa.

Conclusão

Como todos os três itens descrevem procedimentos corretos e padronizados para o uso do Doppler obstétrico na vigilância do trabalho de parto, a alternativa que engloba todas as afirmações é a correta.

Portanto, a resposta é a Alternativa E.

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