Filosofia Múltipla Escolha

A frase “penso, logo existo”, ligada a René Descartes, assinala a transição para o pensamento moderno ao colocar o raciocínio como base firme do conhecimento. Na tirinha, essa ideia é tratada com ironia ao destacar diferentes formas de lidar com o pensar. Considerando esse contexto, pode-se afirmar que o princípio do cogito cartesiano

A frase “penso, logo existo”, ligada a René Descartes, assinala a transição para o pensamento moderno ao colocar o raciocínio como base firme do conhecimento. Na tirinha, essa ideia é tratada com ironia ao destacar diferentes formas de lidar com o pensar. Considerando esse contexto, pode-se afirmar que o princípio do cogito cartesiano

  1. defende que a verdade depende da tradição e da autoridade estabelecida.
  2. considera a dúvida um impedimento ao ato de pensar e à construção do conhecimento.
  3. relaciona a experiência sensível ao conhecimento como critério de validade.
  4. fundamenta a existência do sujeito no ato de pensar como uma certeza absoluta.
  5. define a existência humana a partir da revelação religiosa como fonte de conhecimento.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Fundamenta a existência do sujeito no ato de pensar como uma certeza absoluta

Introdução

Esta questão aborda o conceito fundamental do racionalismo cartesiano, especificamente o Cogito, ergo sum ("Penso, logo existo"). Para responder corretamente, é necessário compreender os pilares do pensamento de René Descartes.

Desenvolvimento

O Cogito Cartesiano

René Descartes (1596-1650) desenvolveu sua filosofia através de três elementos centrais:

ElementoExplicação
Dúvida MetódicaQuestionar tudo para encontrar a primeira certeza
Razão SuperiorA razão é mais confiável que os sentidos
Certeza AbsolutaO ato de pensar prova a própria existência

O Cogito representa o ponto de partida da filosofia moderna, onde o sujeito pensante torna-se a base do conhecimento, não a autoridade externa ou os sentidos.

Análise das Alternativas

  • Opção A: ❌ Errada — Descartes rejeitava tradição e autoridade; buscava fundamentos na razão individual
  • Opção B: ❌ Errada — A dúvida era ferramenta metodológica, NÃO impedimento ao pensamento
  • Opção C: ❌ Errada — Experiência sensível foi considerada pouco confiável pelo racionalismo cartesiano
  • Opção D: ✅ Correta — Expressa exatamente o princípio: pensar = existir como certeza indubitável
  • Opção E: ❌ Errada — Fonte de conhecimento é a razão, não revelação religiosa

Conclusão

A alternativa D está correta porque o Cogito estabelece que pensar é a prova definitiva da existência. Mesmo se duvidarmos de tudo, o fato de duvidar (pensar) confirma que existe um sujeito pensante. Isso marca a virada para a filosofia moderna, colocando o sujeito como centro do conhecimento.

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