Filosofia Múltipla Escolha

Agostinho encontrou saída para impasse entre um bom criador de todas as coisas e a existência do mal e da corrupção no mundo. Para isso, ele definiu o mal como:

Agostinho encontrou saída para impasse entre um bom criador de todas as coisas e a existência do mal e da corrupção no mundo. Para isso, ele definiu o mal como:

  1. algo que existe em si, e isso não é contraditório a um Deus bom.
  2. algo que existe em si, mas não foi Deus quem o criou.
  3. privação do bem, de modo que as coisas se corrompem à medida que se afastam da participação em Deus.
  4. privação da racionalidade, que é a qualidade que distingue os humanos.
  5. privação das virtudes teológicas.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - privação do bem, de modo que as coisas se corrompem à medida que se afastam da participação em Deus.

O Problema do Mal em Santo Agostinho

A questão aborda um dos grandes desafios da filosofia medieval: como conciliar a existência de um Deus bom e onipotente com a realidade do sofrimento e do mal no mundo.

Para resolver esse impasse, Santo Agostinho de Hipona (354–430 d.C.) reformulou a concepção de mal baseada em sua leitura do Neoplatonismo e da Bíblia. Sua solução centraliza-se no conceito de Privatio Boni.

Análise da Teoria Agostiniana

A lógica de Agostinho pode ser resumida nos seguintes pontos fundamentais:

  • Deus é a Fonte do Ser: Tudo o que Deus criou é bom, pois Ele é o Bem supremo. Portanto, o mal não pode ser uma coisa criada ou uma substância independente.
  • O Mal não é Substância: O mal não tem existência própria ("em si"). Não é uma entidade ativa, mas sim uma negatividade, uma falta.
  • Analogia da Escuridão: Assim como a escuridão não é uma luz negra, mas apenas a ausência de luz, o mal é a ausência do bem.
  • Corrupção: As coisas se tornam más quando perdem a ordem ou a perfeição que deveriam ter, afastando-se do Bem (Deus).

Por que as outras alternativas estão incorretas?

AlternativaErro Conceitual
A e BAfirma que o mal "existe em si". Isso contradiz Agostinho, pois se existisse em si, seria uma criação de Deus, o que tornaria Deus autor do mal.
DFoca apenas na racionalidade humana. O mal moral vem da vontade livre desviada, mas o mal ontológico é mais amplo.
ERestringe o mal apenas às virtudes teológicas, ignorando o mal físico e a corrupção natural.

Conclusão

A resposta correta é a Alternativa C, pois define o mal exatamente como a privação do bem.

Isso significa que o mal é um vazio, uma falha na existência de uma coisa que deveria participar da bondade divina. Quando uma criatura usa mal seu livre-arbítrio para se afastar de Deus, ela experimenta essa "falta" de bem, gerando o mal.

Tem outra questão para resolver?

Resolver agora com IA

Mais questões de Filosofia

Ver mais Filosofia resolvidas

Tem outra questão de Filosofia?

Cole o enunciado, tire uma foto ou descreva o problema — a IA resolve com explicação completa em segundos.