Alternativa A - 4.000 V, com energia entre 335 e 405 J.
Análise da Questão
A questão aborda os parâmetros técnicos de funcionamento de um desfibrilador convencional DC (corrente contínua), equipamento fundamental na reanimação cardiopulmonar para restabelecer o ritmo cardíaco em casos de fibrilação ventricular ou taquicardia sem pulso.
Por que essa é a resposta correta?
Para entendermos a escolha, precisamos analisar dois parâmetros físicos fundamentais:
- Voltagem (Tensão):
- O coração é envolvido por tecidos que oferecem resistência à passagem da corrente elétrica (impedância torácica). Para atravessar esse obstáculo e atingir o miocárdio, é necessária uma voltagem muito alta.
- Desfibriladores convencionais geram internamente aproximadamente 4.000 V (podendo chegar a 6.000 V em alguns modelos antigos), embora a tensão aplicada diretamente ao paciente seja menor devido à impedância.
- Isso descarta imediatamente as opções com 1.000 V (B) e 110 V (C), pois seriam insuficientes para desfibrilar.
- Energia (Joules):
- A energia é medida em Joules (J).
- As opções D e E sugerem energias entre 4.000 J e 5.000 J. Um choque dessa magnitude seria catastrófico e fatal para o tecido cardíaco e órgãos adjacentes.
- Os valores terapêuticos reais ficam na casa das centenas de Joules. Em desfibriladores monofásicos (convencionais), a faixa máxima típica era de até 360 J, mas em manuais técnicos específicos para concursos, a faixa de 335 a 405 J é frequentemente citada como a capacidade de carga do capacitor para garantir a eficácia do choque.
Resumo Comparativo
| Parâmetro | Alternativa Correta (A) | Alternativas Incorretas (D, E) |
|---|
| Voltagem | 4.000 V (Correto) | 4.000 V (Correto) |
| Energia | 335 - 405 J (Realista) | > 4.000 J (Extremamente perigoso) |
Portanto, a combinação de alta voltagem para vencer a resistência do tórax e uma energia controlada na ordem das centenas de Joules torna a alternativa A a única tecnicamente viável.