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Física — Mecânica Dissertativa

Seja uma tubulação de diâmetro (N*100) mm, onde “N” é o último dígito de sua matrícula (Caso “N” seja 0 (zero), adote-o como 10 (dez) e 40 m de comprimento na qual escoa um fluido com uma vazão de 180 m³/hora. O tubo tem rugosidade (K) de 0,03mm; viscosidade cinemática igual a 2,6x10⁻⁵ m²/s; massa específica é igual a 0,85 kg/dm³. Determine a perda de carga da tubulação em MPa (mega Pascal). ADOTE N = 7

Seja uma tubulação de diâmetro (N*100) mm, onde “N” é o último dígito de sua matrícula (Caso “N” seja 0 (zero), adote-o como 10 (dez) e 40 m de comprimento na qual escoa um fluido com uma vazão de 180 m³/hora. O tubo tem rugosidade (K) de 0,03mm; viscosidade cinemática igual a 2,6x10⁻⁵ m²/s; massa específica é igual a 0,85 kg/dm³. Determine a perda de carga da tubulação em MPa (mega Pascal). ADOTE N = 7

Resolução completa

Explicação passo a passo

Resumo da resposta

Resolução de Perda de Carga em Tubulação

Análise dos Dados

Vamos organizar as informações fornecadas no enunciado:

VariávelValorConversão
Diâmetro (D)N×100 mm700 mm = 0,7 m
Comprimento (L)40 m40 m
Vazão (Q)180 m³/hora0,05 m³/s
Rugosidade (K)0,03 mm0,00003 m
Viscosidade cinemática ($\nu$)2,6×10⁻⁵ m²/s2,6×10⁻⁵ m²/s
Massa específica ($\rho$)0,85 kg/dm³850 kg/m³

Desenvolvimento

Passo 1: Calcular a Área da Seção Transversal

$$A = \frac{\pi \cdot D^2}{4} = \frac{\pi \cdot (0,7)^2}{4} = 0,3848 \text{ m}^2$$

Passo 2: Determinar a Velocidade Média do Fluido

Primeiro convertemos a vazão para segundos:
$$Q = \frac{180 \text{ m}^3}{3600 \text{ s}} = 0,05 \text{ m}^3/\text{s}$$

Calculamos a velocidade:
$$v = \frac{Q}{A} = \frac{0,05}{0,3848} = 0,13 \text{ m/s}$$

Passo 3: Calcular o Número de Reynolds

$$Re = \frac{v \cdot D}{\nu} = \frac{0,13 \cdot 0,7}{2,6 \times 10^{-5}} = 3500$$

Como Re > 2300, o escoamento é TURBULENTO.

Passo 4: Determinar o Fator de Atrito (f)

Para escoamento turbulento, utilizamos a Equação de Colebrook-White:

$$\frac{1}{\sqrt{f}} = -2 \log_{10}\left(\frac{K/D}{3,7} + \frac{2,51}{Re \cdot \sqrt{f}}\right)$$

Onde:

  • $\frac{K}{D} = \frac{0,00003}{0,7} = 4,29 \times 10^{-5}$
  • Resolvendo iterativamente: f ≈ 0,025

Passo 5: Calcular a Perda de Carga (Equação de Darcy-Weisbach)

$$h_f = f \cdot \frac{L}{D} \cdot \frac{v^2}{2g}$$

Substituindo os valores:
$$h_f = 0,025 \cdot \frac{40}{0,7} \cdot \frac{(0,13)^2}{2 \cdot 9,81} = 0,00098 \text{ m}$$

Passo 6: Converter para Perda de Pressão (MPa)

$$\Delta P = \rho \cdot g \cdot h_f$$

$$\Delta P = 850 \cdot 9,81 \cdot 0,00098 = 8,17 \text{ Pa}$$

Convertendo para MPa:
$$\Delta P = 8,17 \times 10^{-6} \text{ MPa}$$

Conclusão

A perda de carga calculada é extremamente baixa (~0,000008 MPa) devido à combinação de:

  • Baixa velocidade do fluido (0,13 m/s)
  • Curto comprimento da tubulação (40 m)
  • Grande diâmetro (700 mm)

Esta solução segue os princípios da mecânica dos fluidos utilizando as equações fundamentais de conservação de massa, energia e correlações empíricas para determinação do fator de atrito em regime turbulento.

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