Física — Termodinâmica Múltipla Escolha

Homem hipertenso de 68 anos é submetido ao reparo bem-sucedido de uma ruptura de aneurisma da aorta abdominal. Ele recebe 9 L de solução para infusão para lactato e 4 unidades de sangue total durante a operação. Duas horas após a transferência para a unidade de terapia intensiva, são obtidos os seguintes parâmetros hemodinâmicos: pressão arterial (PA) sistêmica: 90/60 mmHg, pulso: 110 batimentos por minuto, pressão venosa central (PVC): 7 mmHg, pressão arterial pulmonar (PCWP): 8 mmHg, débito cardíaco: 1,9 L/minuto, resistência vascular sistêmica: 1400 (dinas.seg/cm⁵) (normal 900-1300), PaO2: 140 mmHg (FiO2: 0,45), débito urinário: 15 mL/h (gravidade específica: 1,029) e hematócrito: 35%. Qual é o próximo passo?

Homem hipertenso de 68 anos é submetido ao reparo bem-sucedido de uma ruptura de aneurisma da aorta abdominal. Ele recebe 9 L de solução para infusão para lactato e 4 unidades de sangue total durante a operação. Duas horas após a transferência para a unidade de terapia intensiva, são obtidos os seguintes parâmetros hemodinâmicos: pressão arterial (PA) sistêmica: 90/60 mmHg, pulso: 110 batimentos por minuto, pressão venosa central (PVC): 7 mmHg, pressão arterial pulmonar (PCWP): 8 mmHg, débito cardíaco: 1,9 L/minuto, resistência vascular sistêmica: 1400 (dinas.seg/cm⁵) (normal 900-1300), PaO2: 140 mmHg (FiO2: 0,45), débito urinário: 15 mL/h (gravidade específica: 1,029) e hematócrito: 35%. Qual é o próximo passo?

  1. Administração de um diurético para aumentar a produção de urina.
  2. Administração de um agente vasopressor para aumentar a pressão arterial sistêmica.
  3. Administração de um teste de expansão de volume para aumentar a produção de urina.
  4. Administração de um agente vasodilatador para diminuir a resistência vascular sistêmica elevada.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D

Análise Hemodinâmica

Para determinar o próximo passo, devemos interpretar os parâmetros fornecidos como uma imagem clínica de Choque Cardiogênico ou Estado de Baixo Débito.

1. Diagnóstico Hemodinâmico:

  • Débito Cardíaco (DC) Crítico: 1,9 L/min (Muito baixo; normal 4-8 L/min). O coração não está bombeando sangue suficiente.
  • Resistência Vascular Sistêmica (RVS) Elevada: 1400 dinas.sec/cm⁵ (Normal 900-1300). O corpo está tentando compensar o baixo débito contraíndo os vasos para manter a pressão, mas isso sobrecarrega ainda mais o coração que já está fraco.
  • Pressões de Enchimento Normais: PVC (7 mmHg) e PCWP (8 mmHg). Isso indica que o paciente não está hipovolêmico. Ele recebeu 9L de Ringer + 4 unidades de sangue intraoperatório.
  • Perfusão Orgânica Comprometida: Débito urinário de 15 mL/h (Oligúria) devido ao baixo fluxo sanguíneo renal.

2. Raciocínio Terapêutico:
O objetivo principal é aumentar o Débito Cardíaco para melhorar a perfusão dos órgãos (urinário, cerebral, coronariano).

  • Por que a Alternativa D é a correta?
  • O problema central é que o coração está fraco e batendo contra uma alta resistência (RVS 1400).
  • Diminuir essa resistência pós-carga (usando um vasodilatador) facilita o trabalho do ventrículo esquerdo, permitindo que ele ejete mais sangue (aumenta o DC) sem precisar de esforço extra.
  • Embora a pressão arterial esteja na fronteira (90/60 mmHg), a prioridade fisiológica é resolver o baixo débito causado pela alta resistência, desde que monitorizado de perto.
  • Por que as outras estão incorretas?
  • A (Diurético): Contraindicado. O paciente tem oligúria por falta de fluxo (choque), não por sobrecarga de líquidos (PVC e PCWP normais). Diuréticos piorariam o choque.
  • B (Vasopressor): Aumentaria a pressão arterial, mas aumentaria também a resistência vascular (pós-carga). Como o coração já está falhando (DC 1,9), aumentar a resistência dificultaria ainda mais a ejeção, podendo piorar o débito cardíaco e a perfusão orgânica.
  • C (Teste de expansão): O paciente já recebeu grande volume (9L + sangue) e as pressões de enchimento são normais. Mais líquido causaria risco de edema pulmonar sem melhorar significamente o débito.

Conclusão

O quadro descreve insuficiência cardíaca com alta pós-carga. A estratégia ideal é reduzir a resistência vascular sistêmica para auxiliar o bombeamento cardíaco, tornando a Alternativa D a escolha fisiologicamente adequada entre as opções apresentadas.

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