Geografia Humana Múltipla Escolha

O texto apresenta uma narrativa metafórica que reflete a crítica de pensadores, como o geógrafo brasileiro Milton Santos, à forma como a globalização é frequentemente apresentada. A “fábula” descrita contrasta com a realidade do processo, que se caracteriza, na prática, pela

O texto apresenta uma narrativa metafórica que reflete a crítica de pensadores, como o geógrafo brasileiro Milton Santos, à forma como a globalização é frequentemente apresentada. A “fábula” descrita contrasta com a realidade do processo, que se caracteriza, na prática, pela

  1. diminuição da influência dos Estados-nacionais e o fortalecimento das soberanias locais.
  2. distribuição equitativa dos fluxos de capital e a redução das desigualdades sociais globais.
  3. homogeneização das identidades culturais e a extinção das particularidades locais em escala planetária.
  4. manutenção e aprofundamento das disparidades socioeconômicas entre e dentro dos países.
  5. universalização do acesso às tecnologias de informação e comunicação em todos os territórios nacionais.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Manutenção e aprofundamento das disparidades socioeconômicas entre e dentro dos países

Análise da Questão

O texto apresentado é uma adaptação das ideias do geógrafo brasileiro Milton Santos, um dos maiores críticos da visão otimista sobre a globalização. A questão pede para identificar a característica real do processo de globalização em contraste com a "fábula" de prosperidade universal prometida.

Pontos Chave do Texto

Para chegar à resposta correta, devemos analisar as frases críticas presentes no fragmento:

  • "As distâncias desaparecerão...": Refere-se à promessa tecnológica.
  • "Moedas brilhantes acumularam-se nas mãos de poucos": Indica concentração de renda e riqueza.
  • "Grande riqueza e, paradoxalmente, grande miséria": Expõe a coexistência de desenvolvimento tecnológico com pobreza extrema.
  • "Fábula da prosperidade universal esbarrou na dura realidade da exclusão": Conclui que o benefício não é universal, mas seletivo.

Por que a Alternativa D é a Correta?

A alternativa que melhor resume essa crítica é a manutenção e aprofundamento das disparidades socioeconômicas.

  • Milton Santos defende que a globalização tende a integrar apenas os núcleos mais ricos do sistema econômico mundial, enquanto deixa vastas áreas periféricas à margem.
  • O texto descreve exatamente isso: algumas vilas são alcançadas pelas estradas de ferro, outras são ignoradas; alguns têm moedas, outros veem seus ofícios desaparecerem. Isso gera desigualdade entre países (quem tem tecnologia vs. quem não tem) e dentro deles (ricos vs. miseráveis).

Por que as outras estão incorretas?

  • Alternativa A: A globalização geralmente enfraquece a soberania local e nacional em favor de capitais transnacionais, não fortalece as soberanias locais.
  • Alternativa B: É o oposto do que o texto diz. O texto fala em "mãos de poucos" e "exclusão", não em distribuição equitativa.
  • Alternativa C: Embora a homogeneização cultural seja uma crítica válida à globalização, o foco principal deste texto específico é a desigualdade econômica e a exclusão material (miséria vs. riqueza), não apenas a cultura.
  • Alternativa E: O texto afirma que as estradas "ignoravam outras" vilas, provando que o acesso à infraestrutura e tecnologia não é universalizado em todos os territórios.

Resumo

A narrativa mostra que a promessa de uma aldeia global unificada e próspera é uma ilusão. Na prática, a globalização seleciona quem participa do mercado e quem fica excluído, ampliando as lacunas entre os privilegiados e os marginalizados.

Portanto, a realidade descrita é o aprofundamento das desigualdades.

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