Alternativa B
Introdução ao Tema
O Gerenciamento da Continuidade dos Serviços de Tecnologia da Informação (GCSTI) é uma disciplina crítica dentro da governança de TI. O seu objetivo principal é garantir que os serviços essenciais de TI possam ser restaurados rapidamente após uma interrupção ou desastre.
Para que esse processo seja eficaz, ele não funciona isoladamente; ele deve estar intrinsecamente ligado à estratégia geral da organização.
Análise da Questão
A questão pede para identificar um desafio específico no desenvolvimento do GCSTI. Vamos analisar a lógica por trás da alternativa correta:
- Dependência Estratégica: O GCSTI é um subsistema do Gerenciamento de Continuidade de Negócios (GCN). Isso significa que a TI serve ao negócio. Se o plano de continuidade do negócio não existe, a TI não sabe quais processos são críticos, quais tempos de recuperação (RTO/RPO) são aceitáveis ou quais dados são vitais.
- O Desafio Estrutural: Tentar criar um plano de continuidade de TI sem um plano de continuidade de negócios prévio é tentar construir o telhado antes da fundação. Isso gera um enorme desafio técnico e gerencial, pois a equipe de TI teria que "adivinhar" as prioridades de negócio.
As outras alternativas apresentam atividades normais de planejamento, mas não representam barreiras estruturais tão críticas quanto a falta do plano-mãe:
- (A) Referências e Melhores Práticas: Existem diversos frameworks (ITIL, ISO 22301) disponíveis facilmente. Não é um obstáculo intransponível.
- (C) Exemplos de Mercado: Casos de sucesso são abundantes na literatura e consultoria.
- (D) Apoio Profissional: O mercado de consultoria especializado é amplo.
- (E) Justificativa: Embora seja difícil conseguir orçamento, é uma etapa de gestão padrão, enquanto a falta do plano de negócios (Opção B) impede a execução técnica correta.
Conclusão
A ausência de planos de continuidade de negócios cria um vácuo de informação sobre a prioridade dos ativos de TI. Portanto, desenvolver o GCSTI nesse cenário é o maior desafio entre as opções listadas, pois exige que a TI assuma responsabilidades estratégicas que deveriam pertencer à gestão do negócio.
Alternativa B.