Alternativa B - Riscos que foram aceitos pela organização
Conceito de Risco Residual
Na gestão de riscos de segurança da informação (baseada em normas como a ISO 27005), o processo segue etapas lógicas: identificação, análise, avaliação, tratamento e monitoramento.
O Risco Residual é definido como o nível de risco que permanece após a aplicação das medidas de tratamento (controles de segurança).
- Risco Inicial (ou Intrínseco): O risco existente antes de qualquer controle ser aplicado.
- Tratamento: Ação de mitigar, evitar, transferir ou aceitar o risco.
- Risco Residual: É o risco que "sobrou" depois de todos os controles possíveis (dentro do custo-benefício) terem sido implementados.
Por que a alternativa B está correta?
Quando uma organização identifica um risco residual, ela precisa decidir o que fazer com ele. Se esse nível de risco estiver dentro do limite tolerável da empresa (chamado de "apetite ao risco"), a organização formaliza a decisão de viver com esse risco, ou seja, ela o aceita.
Portanto, na prática de concursos e certificações, o risco residual é frequentemente associado ao risco que a organização decidiu aceitar, pois caso não fosse aceitável, seriam implementados novos controles até que o risco fosse reduzido a um patamar aceitável.
Análise das outras alternativas
| Alternativa | Análise |
|---|
| A) Riscos que não podem ser tratados | Incorreta. Tecnicamente, quase todo risco pode ser tratado (mitigado), embora possa ser muito caro. Não é a definição de residual. |
| C) Riscos que foram totalmente eliminados | Incorreta. Se o risco foi eliminado, não há risco residual. O risco residual é justamente o que restou. |
| D) Riscos que não foram identificados | Incorreta. Estes são chamados de riscos ocultos ou desconhecidos, não residuais. |
| E) Riscos que foram transferidos para terceiros | Incorreta. A transferência é uma forma de tratamento. Mesmo após transferir (ex: contratar um seguro), ainda existe um risco residual (ex: a parte não coberta pelo seguro). |
Resumo: O risco residual é o risco remanescente após o tratamento, o qual a organização, via de regra, decide aceitar.