Geral Múltipla Escolha

Um paciente submetido a uma retossigmoidectomia com anastomose colorretal baixa recebe uma ileostomia em alça de proteção. No pós-operatório tardio, apresenta prolapso da alça eferente do estoma, causando dificuldade no acoplamento da bolsa e ulcerações. A técnica cirúrgica original que, se negligenciada, predispõe mais fortemente a essa complicação (prolapso) e também à hérnia paracolostômica é:

Um paciente submetido a uma retossigmoidectomia com anastomose colorretal baixa recebe uma ileostomia em alça de proteção. No pós-operatório tardio, apresenta prolapso da alça eferente do estoma, causando dificuldade no acoplamento da bolsa e ulcerações. A técnica cirúrgica original que, se negligenciada, predispõe mais fortemente a essa complicação (prolapso) e também à hérnia paracolostômica é:

  1. A confecção da ileostomia à esquerda do umbigo, contrariando a anatomia topográfica natural do íleo terminal.
  2. Abertura excessiva da aponeurose na confecção do estoma, permitindo a passagem frouxa da alça, associada à falta de fixação adequada do mesentério à parede abdominal.
  3. Isquemia do segmento intestinal exteriorizado por desvascularização excessiva levando à retração e posterior prolapso secundário.
  4. A exteriorização do estoma através do músculo reto abdominal, que, ao se contrair, "empurra" a alça para fora (efeito pistão).

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Abertura excessiva da aponeurose na confecção do estoma, permitindo a passagem frouxa da alça, associada à falta de fixação adequada do mesentério à parede abdominal.

Introdução ao Caso Clínico

O cenário descreve complicações mecânicas de um estoma intestinal (ileostomia): o prolapso (saída excessiva do intestino pelo estoma) e a hérnia paracolostômica (intestino escapando pelos lados do estoma). Ambas são consequências diretas de erros técnicos durante a construção da parede abdominal para o estoma.

Desenvolvimento Didático

Para entender a resposta correta, é necessário analisar a anatomia da parede abdominal e os princípios de cirurgia colorretal:

  1. Tamanho da Abertura Fascial:
  • O defeito na aponeurose (camada fibrosa muscular) deve ser ajustado ao tamanho do intestino.
  • Se a abertura for excessiva, não há atrito suficiente para manter o intestino posicionado, facilitando que ele saia para fora (prolapso) ou para dentro dos espaços laterais (hérnia paracolostômica).
  1. Fixação do Mesentério:
  • O mesentério contém os vasos sanguíneos que nutrem o intestino. Ele precisa ser fixado firmemente à parede abdominal (geralmente à peritônio parietal) para evitar mobilidade excessiva.
  • A falta de fixação permite que o segmento intestinal se mova livremente, aumentando drasticamente o risco de prolapso e formação de hérnias internas.

Análise das Alternativas

AlternativaAnálise TécnicaCorreta?
APosicionar à esquerda do umbigo não é o fator causal primário para prolapso ou hérnia, desde que o local seja adequado para visualização e acesso.Não
BDescreve exatamente os dois principais fatores de risco mecânicos: abertura larga demais e falta de fixação.Sim
CIsquemia leva à necrose ou retração do estoma (o intestino encolhe para dentro), não a prolapso (que é sair para fora).Não
DAtravessar o músculo reto abdominal é geralmente preferível para reduzir hérnias, pois o músculo contrai sobre o estoma. O "efeito pistão" não é a causa primária descrita para essas complicações específicas em comparação com o erro na aponeurose.Não

Conclusão

A técnica cirúrgica incorreta que predispõe tanto ao prolapso quanto à hérnia paracolostômica é a criação de uma janela muito grande na parede abdominal sem garantir a estabilidade do intestino. Portanto, a alternativa que aponta para a abertura excessiva da aponeurose e a falta de fixação do mesentério é a correta.

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