História do Brasil Múltipla Escolha

Diz Antônio Borges da Fonseca, Sargento Mor da Praça da Paraíba do Norte, e Senhor de Engenho de Nossa Senhora de Guadalupe na mesma Capitania, que a continuação de jornadas que sempre anda, tanto para o dito Engenho, como nas que faz do Real Serviço em Razão do Posto que ocupa, sendo-lhe preciso viajar, por matos cheios de ladrões e facinorosos que sempre estão atacando os passageiros, obrigam recorrer a V. Majestade para que em atenção a se achar empregado no seu Real Serviço e as mais circustancias que a alega, se dignifica facultar-lhe licença para poder trazer pistolas nos coudres. Diz Pedro Barbosa Cordeiro de Albuquerque Tenente Coronel do regimento de Cavalaria auxiliar da Capitania da Parahiba do Norte onde [possue] dous engenhos em distância de muitas legoas andando [continuadamente] em jornadas [...] sendo todos os caminhos desertos cheios de facinorosos e ladrões que só por meio das armas se pode qualquer passageiro milhor livrar delles [...] modo anda a disciplinar a sua vida por este motivo percorre a V. Mag. Lhe conceda licença para nas jornadas que fizer poder usar de pistolas nos coudres graça esta que V. Mag. tem concedido a muitos principalmente aos que estão empregados no seu leal serviço como o suplicante. Os documentos

Diz Antônio Borges da Fonseca, Sargento Mor da Praça da Paraíba do Norte, e Senhor de Engenho de Nossa Senhora de Guadalupe na mesma Capitania, que a continuação de jornadas que sempre anda, tanto para o dito Engenho, como nas que faz do Real Serviço em Razão do Posto que ocupa, sendo-lhe preciso viajar, por matos cheios de ladrões e facinorosos que sempre estão atacando os passageiros, obrigam recorrer a V. Majestade para que em atenção a se achar empregado no seu Real Serviço e as mais circustancias que a alega, se dignifica facultar-lhe licença para poder trazer pistolas nos coudres.

Diz Pedro Barbosa Cordeiro de Albuquerque Tenente Coronel do regimento de Cavalaria auxiliar da Capitania da Parahiba do Norte onde [possue] dous engenhos em distância de muitas legoas andando [continuadamente] em jornadas [...] sendo todos os caminhos desertos cheios de facinorosos e ladrões que só por meio das armas se pode qualquer passageiro milhor livrar delles [...] modo anda a disciplinar a sua vida por este motivo percorre a V. Mag. Lhe conceda licença para nas jornadas que fizer poder usar de pistolas nos coudres graça esta que V. Mag. tem concedido a muitos principalmente aos que estão empregados no seu leal serviço como o suplicante.
Os documentos

  1. são requerimentos enviados à Coroa portuguesa por membros da elite agrária e militar paraibana do século XVIII, nos quais solicitam licença para portar armas.
  2. apresentam uma imagem de sertão divergente daquela do início da colonização, quando o sertão era primariamente entendido como um espaço desconhecido.
  3. recorrem a uma retórica do perigo, baseada na associação do sertão paraibano à ideia de uma terra sem lei, como estratégia para legitimar seus pedidos à Coroa.
  4. foram consultados por Guimarães Rosa na sua escrita de “Grande sertão: veredas” para ambientar a narrativa que se passa no território paraibano.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Introdução

Os documentos apresentados são pedidos de licença para portar armas feitos por membros da elite colonial paraibana no século XVIII.

Desenvolvimento

  • Antônio Borges da Fonseca (Sargento Mor) e Pedro Barbosa Cordeiro de Albuquerque (Tenente Coronel) são figuras da elite agrária e militar da Capitania da Paraíba.
  • Ambos solicitam à Coroa portuguesa licença para portar pistolas nos coudres durante suas jornadas.
  • Justificam o pedido com a perigosidade dos caminhos, cheios de ladrões e facinorosos.

Análise

  • Alternativa A: Correta. Descreve precisamente o conteúdo e o contexto dos documentos: requerimentos à Coroa portuguesa por membros da elite paraibana, solicitando licença para portar armas.
  • Alternativa B: Incorreta. Não há menção à imagem do sertão em relação ao início da colonização.
  • Alternativa C: Parcialmente correta, mas menos completa. A retórica do perigo é usada, mas a A é mais direta e abrangente.
  • Alternativa D: Incorreta. Não há evidência no texto de que Guimarães Rosa consultou esses documentos.

Conclusão

A alternativa A é a mais adequada, pois descreve com precisão a natureza e o contexto histórico dos documentos.

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