História Geral Múltipla Escolha

A contradição entre o discurso diplomático e a consequência histórica de Yalta reside na

A contradição entre o discurso diplomático e a consequência histórica de Yalta reside na

  1. concordância mútua entre EUA e URSS em promover eleições livres e supervisionadas em todos os territórios ocupados pela Alemanha Nazista, sem qualquer intervenção externa subsequente.
  2. definição de esferas de influência que, na prática, resultaram na subordinação política e ideológica de diversos países do Leste Europeu à União Soviética, relativizando sua autodeterminação.
  3. legitimação da criação da Organização das Nações Unidas (ONU) como um organismo global capaz de prevenir conflitos futuros, garantindo a soberania de todos os seus membros de forma equitativa.
  4. imposição do Plano Marshall pelos Estados Unidos a toda a Europa Oriental, o que sufocou economicamente as nações que buscavam alinhamento com a União Soviética.
  5. decisão de desmantelar completamente a Alemanha em múltiplos microestados agrários, impedindo sua recuperação econômica e seu rearmamento militar no pós-guerra imediato.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B

A questão aborda a Conferência de Yalta (fevereiro de 1945), ponto crucial para o início da Guerra Fria. O objetivo é identificar o conflito entre o que foi prometido publicamente e o que ocorreu na prática geopolítica.

Contexto Histórico da Conferência de Yalta

Durante o encontro final da Segunda Guerra Mundial entre Roosevelt (EUA), Churchill (Reino Unido) e Stalin (URSS):

  • O Discurso Diplomático: Os aliados proclamaram o compromisso com a autodeterminação dos povos, garantindo eleições livres e democráticas nos territórios liberados da ocupação nazista, especialmente na Europa Oriental.
  • A Consequência Histórica: Na realidade, a conferência consolidou a divisão da Europa em esferas de influência. A União Soviética estabeleceu o controle sobre os países do Leste Europeu (como Polônia, Hungria e Romênia), impondo governos comunistas alinhados a Moscou, ignorando a promessa de liberdade eleitoral.

Análise das Alternativas

  • Alternativa B (Correta): Descreve precisamente a contradição. Embora se falasse em democracia, a prática foi a definição de esferas de influência onde a URSS subordinava politicamente e ideologicamente os países vizinhos, anulando a soberania real desses estados.
  • Alternativa A: Refere-se ao discurso (a promessa teórica), mas não explica a contradição com a consequência histórica. Além disso, a intervenção externa soviética ocorreu justamente o oposto do que diz a alternativa ("sem qualquer intervenção").
  • Alternativa C: A ONU foi criada, mas a garantia de "soberania equitativa" não se concretizou devido ao poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança (incluindo a URSS), mantendo assimetrias de poder.
  • Alternativa D: O Plano Marshall foi implementado apenas em 1947, após o fim da guerra e o início da Guerra Fria, não sendo uma decisão direta de Yalta.
  • Alternativa E: A Alemanha foi dividida em zonas de ocupação, mas o projeto de transformá-la inteiramente em uma economia agrária foi abandonado pouco antes de Yalta por medo de instabilidade e caos econômico.

Em suma, a tensão entre a retórica democrática e a hegemonia soviética no Leste Europeu define a essência da contradição yaltana.

Alternativa B.

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