História Múltipla Escolha

A história se faz com documentos. Documentos são os traços que deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado. Entre os pensamentos e os atos dos homens, poucos há que deixam traços visíveis, e estes, quando se produzem, raramente perduram: basta um acidente para os apagar. Ora, qualquer pensamento ou ato que não tenha deixado traços, diretos ou indiretos, ou cujos traços visíveis tenham desaparecido, está perdido para a história: é como se nunca houvesse existido. Por falta de documentos, a história de enormes períodos do passado da humanidade ficará para sempre desconhecida. Porque nada supre os documentos: onde não há documentos não há história. LANGLOIS, C.; SEIGNOBOS, C. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Editora Renascença, 1946 (adaptado). O trecho apresentado foi publicado originalmente em 1898, na França, em um manual de História muito influente à época. Com base nesse excerto, infere-se que os documentos

A história se faz com documentos. Documentos são os traços que deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado. Entre os pensamentos e os atos dos homens, poucos há que deixam traços visíveis, e estes, quando se produzem, raramente perduram: basta um acidente para os apagar. Ora, qualquer pensamento ou ato que não tenha deixado traços, diretos ou indiretos, ou cujos traços visíveis tenham desaparecido, está perdido para a história: é como se nunca houvesse existido. Por falta de documentos, a história de enormes períodos do passado da humanidade ficará para sempre desconhecida. Porque nada supre os documentos: onde não há documentos não há história. LANGLOIS, C.; SEIGNOBOS, C. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Editora Renascença, 1946 (adaptado). O trecho apresentado foi publicado originalmente em 1898, na França, em um manual de História muito influente à época. Com base nesse excerto, infere-se que os documentos

  1. fornecem testemunho sobre uma parcela dos acontecimentos do passado sem os quais a escrita da história é impossível.
  2. são equivalentes aos acontecimentos humanos, pois carregam em si os pensamentos e os atos pretéritos.
  3. podem ser substituídos por traços que denotem tanto a presença humana no tempo quanto os gostos, gestos e valores do ser humano em determinado período.
  4. recuperam o passado em si, na medida em que expressam ações e ideias de homens que viveram em épocas pretéritas.
  5. são registros textuais, preferencialmente produzidos por organismos vinculados ao Estado, o que assegura sua autenticidade.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A - fornecem testemunho sobre uma parcela dos acontecimentos do passado sem os quais a escrita da história é impossível

Análise do Texto

O excerto de Langlois e Seignobos apresenta uma visão clássica sobre a relação entre documentos e história. Vamos identificar os pontos principais:

  • Documentos como vestígios: São os traços visíveis deixados pelos pensamentos e atos dos homens do passado
  • Limitação dos documentos: Poucos pensamentos/atos deixam traços, e estes raramente perduram
  • Condição necessária: "onde não há documentos não há história"

Avaliação das Alternativas

AlternativaAnáliseVeredito
AReconhece que documentos testemunham apenas UMA PARCELA dos eventos (nem tudo deixa traços) E afirma que sem eles a história é impossível✅ CORRETA
BAfirma que documentos são EQUIVALENTES aos acontecimentos humanos - mas o texto diz que são apenas TRAÇOS, não equivalentes❌ ERRADA
CSugere que documentos podem ser SUBSTITUÍDOS - contradiz diretamente "nada supre os documentos"❌ ERRADA
DDiz que recuperam o passado EM SI - mas o texto afirma que muito está PERDIDO para sempre❌ ERRADA
ELimita documentos a registros TEXTUAIS e produções do ESTADO - informação não presente no texto❌ ERRADA

Conclusão

A alternativa A sintetiza corretamente duas ideias centrais do autor:

  1. Documentos cobrem apenas parte dos acontecimentos passados
  2. Sem documentos, não é possível escrever história

Este texto representa a corrente historiográfica positivista francesa do final do século XIX, que valorizava rigorosamente a documentação como fundamento da pesquisa histórica.

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