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Literatura Múltipla Escolha

COMO UM FIDALGO POBRE SE TORNOU O FAMOSO CAVALEIRO DOM QUIXOTE DE LA MANCHA Num lugar da Mancha, cujo nome nem quero lembrar, viveu, tempos atrás, um fidalgo pobre. Tudo o que possuía era um pouco de terra, uma casa simples e um cavalo magro. […] Morava com ele uma criada, que passava dos quarenta, e uma sobrinha, que ainda não tinha vinte. O fidalgo beirava os cinquenta anos. Era rijo, corpo de pouca carne, rosto ossudo, muito madrugador e amante de caçadas. Diziam alguns que seu sobrenome era Quixada; outros, que era Quesada; e ainda houve quem escrevesse sobre ele chamando-o de Quixana. Isso pouco importa à nossa história. Basta que não nos afastemos de contar a verdade. CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote. Adaptação de Ligia Cademartori. São Paulo: FTD, 2013. p. 35. Considerando o foco narrativo adotado, um trecho que evidencia o leitor que a história será contada sob a perspectiva do narrador é

COMO UM FIDALGO POBRE SE TORNOU O FAMOSO CAVALEIRO DOM QUIXOTE DE LA MANCHA

Num lugar da Mancha, cujo nome nem quero lembrar, viveu, tempos atrás, um fidalgo pobre. Tudo o que possuía era um pouco de terra, uma casa simples e um cavalo magro. […]
Morava com ele uma criada, que passava dos quarenta, e uma sobrinha, que ainda não tinha vinte. O fidalgo beirava os cinquenta anos. Era rijo, corpo de pouca carne, rosto ossudo, muito madrugador e amante de caçadas. Diziam alguns que seu sobrenome era Quixada; outros, que era Quesada; e ainda houve quem escrevesse sobre ele chamando-o de Quixana. Isso pouco importa à nossa história. Basta que não nos afastemos de contar a verdade.

CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote. Adaptação de Ligia Cademartori. São Paulo: FTD, 2013. p. 35.

Considerando o foco narrativo adotado, um trecho que evidencia o leitor que a história será contada sob a perspectiva do narrador é

  1. “Como um fidalgo pobre se tornou o famoso cavaleiro Dom Quixote de la Mancha”.
  2. “O fidalgo beirava os cinquenta anos. Era rijo, com corpo de pouca carne, rosto ossudo”.
  3. “Morava com ele uma criada, que passava dos quarenta, e uma sobrinha, que ainda não tinha vinte”.
  4. “Diziam alguns que seu sobrenome era Quixada; outros, que era Quesada”.
  5. “Isso pouco importa à nossa história. Basta que não nos afastemos de contar a verdade”.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E

A questão aborda o conceito de foco narrativo, especificamente a presença da voz do narrador no texto literário. O objetivo é identificar onde o narrador deixa claro que está contando a história e estabelecendo uma relação direta com quem lê.

Análise das Alternativas

Para responder corretamente, precisamos entender como o narrador se manifesta no texto:

  • Descrição vs. Intervenção: As opções B e C descrevem apenas personagens e objetos ("corpo de pouca carne", "criada", "sobrinha"). São informações objetivas sobre o enredo, sem sinalização clara da subjetividade do narrador.
  • Relato Indireto: A opção D relata o que "diziam alguns", ou seja, cita opiniões alheias, mantendo o narrador em segundo plano.
  • Intervenção Narrativa: A opção E contém a frase-chave: "Isso pouco importa à nossa história. Basta que não nos afastemos de contar a verdade".

Por que a alternativa E é correta?

A escolha da alternativa E baseia-se nos seguintes pontos gramaticais e estilísticos:

  1. Uso da primeira pessoa do plural ("nossa", "nos"): Ao dizer "nossa história", o narrador inclui o leitor em sua ação de contar a trama. Isso cria uma cumplicidade e deixa explícito que há alguém narrando.
  2. Metaficcionalidade: A frase fala sobre o próprio ato de escrever/contar a história ("contar a verdade"), revelando a consciência do narrador sobre sua função.
  3. Subjetividade: Dizer que algo "pouco importa" é uma opinião pessoal do narrador, diferentemente de fatos objetivos listados nas outras opções.

Em resumo, quando o narrador usa pronomes que o unem ao leitor ou comenta sobre o processo de narração, ele assume claramente a sua posição de voz ativa na construção da narrativa.

Conclusão

A alternativa E é a única que demonstra a intervenção consciente do narrador, marcando o foco narrativo em terceira pessoa com onisciência e controle direto sobre o discurso.

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