Alternativa B
Introdução à Bronquiolite Viral
A bronquiolite viral é a infecção das vias aéreas inferiores mais comum em crianças pequenas (geralmente menores de 2 anos), causada principalmente por vírus respiratórios. O manejo clínico foca no suporte (hidratação e oxigenação), já que não existe cura medicamentosa direta para a infecção viral em si.
Análise Detalhada das Alternativas
Alternativa A (Incorreta)
A ventilação não invasiva (NIV) ou CPAP não é estritamente contraindicada. Embora não seja usada rotineiramente em todos os casos, ela pode ser tentada em pacientes selecionados para evitar a intubação orotraqueal. A afirmação sobre a diminuição de surfactante endógeno não justifica uma contraindicação absoluta na prática clínica atual.
Alternativa B (Correta)
Esta é a afirmativa correta quanto aos dados farmacológicos.
- Medicamento: Palivizumabe (anticorpo monoclonal anti-VSR).
- Indicação: Profilaxia para grupos de alto risco (prematuros de baixo peso, cardiopatas cianóticas, displasia broncopulmonar).
- Dose Padrão: $15 \text{ mg/kg}$, administrada mensalmente durante a estação do vírus (geralmente 5 doses).
- Objetivo: Reduzir a gravidade e as internações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Alternativa C (Incorreta)
O uso de adrenalina racêmica (nebulizada) não é recomendado para bronquiolite. Estudos demonstram que ela não melhora significativamente o curso da doença, nem reduz internações ou tempo de sintomas. O tratamento de casos leves em casa baseia-se em lavagem nasal e observação, sem medicamentos vasoativos.
Alternativa D (Incorreta)
O principal agente causal da bronquiolite, especialmente nos meses de outono e inverno (época epidêmica), é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 70-80% dos casos.
- Rinovírus: É o segundo agente mais comum, mas frequentemente associado a episódios de sibilância atípica ou fora da época de pico do VSR. Atribuir 60-80% dos casos ao rinovírus no inverno é epidemiologicamente impreciso.
Alternativa E (Incorreta)
Em lactentes menores de 6 meses, o diagnóstico de asma é extremamente difícil e pouco provável como causa inicial.
- A asma requer histórico de recorrência de sibilância, o que ainda não ocorreu num bebê de 6 meses.
- Os principais diagnósticos diferenciais devem incluir pneumonia, refluxo gastroesofágico com aspiração ou corpos estranhos, e malformações anatômicas.
Conclusão
A profilaxia com palivizumabe na dose de $15 \text{ mg/kg}$ é a única assertiva factualmente correta entre as opções apresentadas, seguindo as diretrizes oficiais de imunização passiva contra o VSR.