Português — Gramática Múltipla Escolha

As grafias "sebola", "méu" e "melansia", por exemplo, não seguem a norma culta da língua portuguesa. Assinale a alternativa correta.

As grafias "sebola", "méu" e "melansia", por exemplo, não seguem a norma culta da língua portuguesa. Assinale a alternativa correta.

  1. Não significam muita coisa, porque em material de divulgação como esse, não interessa como se escreve.
  2. Sinalizam que o sujeito que fez a placa quase não domina o registro escrito e, por isso, deve falar errado também.
  3. São grafias possíveis na língua, pois e podem anotar o som [s] e ⟨éu⟩ pode anotar o ditongo [w].
  4. Podem sinalizar que o indivíduo que escreveu o cartaz tem várias patologias de fala e as transfere para a escrita.
  5. Com base nas palavras, é preciso pensar em uma reforma ortográfica que torne as normas mais simples e acessíveis para todos.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - São grafias possíveis na língua, pois podem anotar o som [s] e <éu> pode anotar o ditongo [w].

Análise da Questão

Esta questão aborda o tema Variação Linguística e a relação entre a fala (oralidade) e a escrita. As palavras "sebola", "méu" e "melansia" são exemplos de desvios em relação à Norma Culta (padrão formal da língua), mas representam tentativas dos falantes de escrever o que ouvem.

Por que a Alternativa C é a correta?

A opção C é a única que apresenta uma justificativa linguística técnica e neutra para os erros ortográficos citados:

  • Representação Fônica: O falante utiliza o sistema de escrita para tentar registrar os sons que percebe em sua pronúncia.
  • Fonemas e Grafemas: O uso de "s" para representar o som [s] (fricativo surdo) ou a combinação "<éu>" para representar o ditongo (composto por vogal + semivogal) mostra que há uma lógica fonética por trás da grafia, mesmo que ela viole as regras ortográficas oficiais.
  • Possibilidade na Língua: Embora não sejam corretas pela norma padrão, essas formas existem como registros de variedades dialetais ou informais.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • (a) Incorreta. A forma de escrita importa sempre, pois garante a clareza e a universalidade da comunicação, especialmente em materiais de divulgação.
  • (b) Incorreta. Há uma confusão entre registro escrito e registro oral. Uma pessoa pode ter dificuldade com a ortografia (escrita) mas falar perfeitamente dentro das normas, ou vice-versa. Não se deve inferir capacidade de fala apenas pelo erro de escrita.
  • (d) Incorreta. Erros de grafia decorrentes de variação regional ou social não indicam "patologia de fala" (como gagueira ou dislexia clínica). É um fenômeno linguístico natural, não patológico.
  • (e) Incorreta. Embora existam debates sobre simplificação ortográfica, esta alternativa foge da análise linguística direta do enunciado e propõe uma solução política/social não solicitada pela questão.

Conclusão

O estudo da linguagem nos ensina que a escrita nem sempre reflete fielmente a fala. As grafias apresentadas são tentativas de transcrição fônica. A alternativa C reconhece essa função de anotar o som, diferenciando-se das visões estigmatizantes ou equivocadas das demais opções.

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