Alternativa A - A noção do devir, de Heráclito, pois se compreende que a personalidade também está em constante mudança.
Contexto Teórico
As abordagens humanistas (como a de Carl Rogers e Abraham Maslow) surgiram na psicologia como uma "terceira força", posicionando-se entre o Behaviorismo (foco no ambiente/comportamento observável) e a Psicanálise (foco no inconsciente/biologia).
Enquanto o Behaviorismo se baseava no determinismo ambiental (o indivíduo é moldado passivamente pelos estímulos externos), o Humanismo propôs uma visão otimista e ativa do ser humano.
Fundamentação Filosófica
A mudança fundamental trazida pelo Humanismo é a passagem de uma visão estática para uma visão dinâmica da pessoa:
- Liberdade e Responsabilidade: O ser humano não é determinado, mas possui liberdade para escolher seu caminho.
- Potencialidade: A vida é vista como um processo de busca pela autorrealização.
- O Devir (Filosofia de Heráclito): Heráclito ensinava que tudo está em constante fluxo (panta rei / "nós entramos e não entramos no mesmo rio"). No Humanismo, isso se traduz na crença de que a personalidade não é fixa, mas está sempre em transformação e evolução.
Análise das Alternativas
| Alternativa | Conceito | Por que está incorreta? |
|---|
| A | Noção do Devir | CORRETA. Reflete a essência humanista de que o ser humano é um processo contínuo de crescimento, não um produto final. |
| B | Atomismo | Base filosófica antiga (Demócrito), não define a ruptura do Humanismo com o Behaviorismo. |
| C | Apercepção | Relacionado à escola da Gestalt ou Wundtiana (atenção consciente), não ao núcleo da mudança humanista. |
| D | Mecanicismo | Descreve a visão do mundo como máquina (relógio), típica do determinismo científico e do Behaviorismo, que o Humanismo combateu. |
| E | Psicologia da Gestalt | Embora a Gestalt seja holística, sua aplicação rigorosa à percepção é uma ferramenta metodológica, não a fundação filosófica da mudança humanista. |
Conclusão
A alternativa A é a correta porque captura a essência da revolução humanista: a rejeição do determinismo (passado ou ambiental) em favor da visão de que a personalidade é um processo dinâmico em constante evolução (devir), onde o indivíduo tem agência para criar sua própria história.