Psicologia Múltipla Escolha

Qual das seguintes abordagens terapêuticas é considerada mais eficaz no tratamento de crianças com Transtorno de Apego Reativo?

Qual das seguintes abordagens terapêuticas é considerada mais eficaz no tratamento de crianças com Transtorno de Apego Reativo?

  1. Intervenção exclusiva com medicação ansiolítica para reduzir a ansiedade.
  2. Terapia individual tradicional sem envolvimento dos cuidadores.
  3. Intervenção baseada na promoção de vínculo seguro, envolvendo cuidador primário e criança em sessões estruturadas.
  4. Treinamento acadêmico intensivo para melhorar habilidades cognitivas e sociais.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Intervenção baseada na promoção de vínculo seguro, envolvendo cuidador primário e criança em sessões estruturadas.

Introdução

O Transtorno de Apego Reativo (TAR) é uma condição rara, mas grave, que se desenvolve em crianças pequenas devido à negligência severa, privação emocional ou instabilidade extrema nos cuidados primários. A característica central do transtorno é a incapacidade da criança de estabelecer vínculos emocionais seguros com figuras de cuidado.

Portanto, o foco terapêutico não pode estar apenas no comportamento da criança, mas sim na relação entre a criança e seu cuidador.

Desenvolvimento

Para tratar efetivamente o TAR, é necessário reestruturar o ambiente de segurança da criança. A intervenção padrão-ouro exige a participação ativa do cuidador para que novas experiências relacionais sejam criadas.

As abordagens eficazes geralmente incluem:

  • Psicoeducação sobre as necessidades emocionais da criança.
  • Treinamento parental para responder adequadamente aos sinais da criança.
  • Criação de rotinas previsíveis e seguras.

A opção selecionada na imagem descreve exatamente esse modelo de atendimento focado no vínculo seguro.

Análise

Vamos analisar cada alternativa para entender por que a C é a correta e as outras estão incorretas:

  • Alternativa A (Medicação): O uso exclusivo de ansiolíticos não resolve a causa raiz do problema, que é relacional. Medicamentos podem auxiliar em sintomas específicos, mas nunca substituem a terapia de vínculo.
  • Alternativa B (Terapia Individual): Isolar a criança do cuidador durante a terapia impede a correção do ambiente que causou o transtorno. O cuidador precisa aprender a interagir corretamente.
  • Alternativa C (Promoção de Vínculo Seguro): Esta é a resposta correta. Envolver o cuidador nas sessões permite que ele aprenda a fornecer a segurança emocional necessária, promovendo a regulação afetiva da criança.
  • Alternativa D (Treinamento Acadêmico): Focar em habilidades cognitivas ou escolares é secundário. A prioridade imediata deve ser a sobrevivência emocional e a segurança básica do apego.

Conclusão

O tratamento do Transtorno de Apego Reativo requer uma abordagem sistêmica e familiar. A intervenção mais eficaz é aquela que restaura a confiança e a segurança dentro da relação principal da criança, tornando a Alternativa C a escolha adequada.

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