Alternativa C
Para resolver esta questão, precisamos aplicar as regras de negação de proposições universais na lógica formal. O enunciado apresenta uma frase complexa que deve ser decomposta para encontrar sua equivalência lógica.
Análise da Proposição de Pedro:
A frase dita por Pedro é: "Não é verdade que todos os aldeões daquela aldeia não dormem a sesta".
Podemos dividir essa estrutura em dois momentos lógicos:
- A proposição base: "Todos os aldeões daquela aldeia não dormem a sesta".
- Na lógica, "Todos não são X" é equivalente a "Nenhum é X".
- Representação: \forall x (\neg \text{Dorme}(x))
- A negação aplicada: "Não é verdade que..."
- Representação: \neg [\dots]
Quando aplicamos a negação a uma proposição universal negativa ("Nenhum/Todos não"), a regra de equivalência (baseada nas Leis de De Morgan para os quantificadores) nos diz que devemos trocar o quantificador universal (\forall) por existencial (\exists) e negar o predicado novamente (dobro negação vira afirmação).
\neg (\forall x, \neg P(x)) \iff \exists x, P(x)
Em linguagem natural:
- Original: "Nenhum aldeão dorme a sesta" (ou "Todos não dormem").
- Negação: "Pelo menos um aldeão dorme a sesta".
Análise das Alternativas:
- (A) No máximo, um aldeão daquela aldeia não dorme a sesta: Incorreta. Essa afirmação limita quem não dorme, enquanto a lógica exige afirmar quem dorme.
- (B) Todos os aldeões daquela aldeia dormem a sesta: Incorreta. A negação de "nenhum dorme" apenas prova que existe pelo menos um que dorme. Não garante que todos durmam.
- (C) Pelo menos um aldeão daquela aldeia dorme a sesta: Correta. Esta é a tradução exata de "Não é verdade que todos não dormem".
- (D) Nenhum aldeão daquela aldeia não dorme a sesta: Incorreta. A dupla negação ("Nenhum... não") equivale a "Todos dormem", o que é uma generalização excessiva.
- (E) Nenhum aldeão daquela aldeia dorme a sesta: Incorreta. Esta é exatamente a proposição que Pedro negou na sua afirmação.
Conclusão:
A condição necessária e suficiente para a afirmação de Pedro ser verdadeira é que exista pelo menos um caso contraditório à regra "todos não dormem", ou seja, que alguém durma.
Alternativa C.