Contexto Histórico
Nas décadas de 60 e 70, o Serviço Social brasileiro passou por uma profunda transformação, abandonando o modelo tradicional conservador e assistencialista para adotar um compromisso político com as classes trabalhadoras.
Fatores da Mudança
- Golpe militar de 1964: O regime autoritário restringiu espaços de mobilização, gerando uma reação nos profissionais que passaram a questionar o papel apolítico da profissão.
- Influência da Igreja Católica: Setores progressistas da Igreja, especialmente através da Teologia da Libertação, contribuíram para uma nova leitura da realidade social, incentivando o compromisso com os pobres e a transformação social.
- Movimento de Reconceituação (1967): Movimento interno da categoria que buscava superar o conservadorismo e renovar os fundamentos teóricos e metodológicos do Serviço Social.
Análise das Alternativas
- A) Crescente ampliação do contingente profissional: Fato que ocorreu, mas não é o determinante para a mudança ideológica.
- B) Golpe militar de 1964: Fator importante, pois a repressão gerou uma reação política nos profissionais, mas não é o único nem o mais direto.
- C) Processo migratório para os grandes centros: Fenômeno social relevante para a urbanização, mas não diretamente ligado à ruptura conceitual do Serviço Social.
- D) Contribuição da Igreja no desenvolvimento de uma nova metodologia de atuação: Correto. A Igreja, especialmente a Teologia da Libertação, foi um agente fundamental na renovação do Serviço Social, promovendo uma leitura crítica da realidade e o compromisso com as classes trabalhadoras.
- E) Grandes greves do início da década: Ocorreram antes do golpe (anos 50/60), mas não são o fator determinante para a ruptura conceitual.
Conclusão
A alternativa D é a mais precisa, pois a Igreja (com a Teologia da Libertação) influenciou diretamente o desenvolvimento de uma nova metodologia de atuação no Serviço Social, marcando a ruptura com o modelo tradicional.