Análise da Questão sobre o Código de Ética de 1986 no Serviço Social Brasileiro
Introdução
Esta questão aborda um dos temas mais importantes e polêmicos da história do Serviço Social no Brasil: o Código de Ética Profissional de 1986. Este documento representou uma ruptura significativa em relação aos códigos anteriores e suscitou debates teóricos relevantes.
Contexto Histórico
O Código de Ética de 1986 foi aprovado durante um período de redemocratização do país, marcado por transformações sociais profundas. Ele estabeleceu um compromisso explícito com a classe trabalhadora, rompendo com modelos éticos considerados neutros ou apolíticos.
## Análise das Alternativas
| Alternativa | Conteúdo | Avaliação |
|---|
| A | Fundamentos da ética profissional | Não responde ao "problema" identificado |
| B | Bases para compreensão crítica | Característica positiva, não problema |
| C | Aprofundamento da questão ética | Também é uma característica positiva |
| D | Articulação com alienação | Conceito relevante, mas não o problema central |
| E | Compromisso com classe vs. valores | Responde diretamente à pergunta |
Por que a alternativa E é correta?
A questão pede especificamente "que problema é nele identificado", ou seja, qual seria a crítica ou limitação apontada contra este código.
A principal crítica levantada pela academia e por setores conservadores foi:
- O código assumiu um posicionamento político claro
- Ao defender explicitamente a classe trabalhadora, poderia parecer que abandonou valores éticos universais
- Isso gerou debate sobre a tensão entre compromisso de classe e universalidade ética
Conclusão
Alternativa E - Compromete-se com uma classe e não com valores
Esta alternativa identifica corretamente a crítica fundamental ao Código de 1986: o aparente conflito entre o compromisso partidário com a classe trabalhadora e a pretensão de universalidade dos valores éticos profissionais.
Nota importante: Na prática contemporânea do Serviço Social brasileiro, este "problema" foi superado através de uma compreensão de que a ética profissional deve ser situada historicamente e politicamente, reconhecendo que a neutralidade absoluta pode perpetuar desigualdades existentes.