Alternativa E
O texto apresentado aborda o tema das políticas afirmativas, especificamente o sistema de cotas, sob uma perspectiva sociológica e histórica. O autor defende que essas medidas são necessárias para corrigir uma "dívida histórica" decorrente do regime escravagista que durou três séculos no Brasil.
A luta pela inclusão social, conforme descrito na obra, não visa criar vantagens injustas, mas sim garantir cidadania plena a grupos historicamente marginalizados. O trecho destaca que a pobreza e a exclusão têm raízes no racismo estrutural, exigindo mudanças profundas para serem superadas.
Análise das Alternativas
- Alternativa A (Incorreta): O texto afirma explicitamente que o sistema de cotas "não ofende a qualquer princípio jurídico" e que não deve ser confundido com privilégios. A autora rejeita a ideia de que seja uma vantagem indevida.
- Alternativa B (Incorreta): O texto não sugere "relativizar" o passado escravocrata. Pelo contrário, ele enfatiza a importância de reconhecer esse passado para compreender a injustiça atual e exigir reparação.
- Alternativa C (Incorreta): Embora a cultura seja importante, o foco do texto é a reparação de direitos políticos e sociais (cidadania, combate à pobreza ligada ao racismo), não a preservação cultural.
- Alternativa D (Incorreta): O texto menciona a divisão social por cor, mas o argumento central é sobre a desigualdade estrutural e não sobre a valorização da mestiçagem como solução direta para a exclusão.
- Alternativa E (Correta): A menção à "dívida histórica", à "ideologia racial" e à necessidade de o Estado tomar "medidas concretas" aponta para a necessidade de modificar as bases da organização social. Isso caracteriza uma transformação de aspectos estruturais.
Portanto, a alternativa correta é a E, pois reflete a compreensão de que a inclusão exige o enfrentamento de problemas enraizados na estrutura da sociedade brasileira.