É bem verdade que algumas línguas podem desaparecer ou enfraquecer, ou pela extinção física de seus usuários (como o triste exemplo das línguas indígenas) ou pela dominação política de ditadores e/ou colonizadores, ao proibir seu uso, como no caso da Índia e das ex-colônias europeias da Ásia e África. Em vários desses casos, a imposição da língua oficial do colonizador, até hoje, obriga seus usuários a falar sobre a própria cultura em uma língua que não é a sua. Desestruturam-se as línguas nativas e, com elas, as referências culturais. [...] O artigo citado tem como tema central a face social da língua, ou seja, sua relação com as noções de cultura e identidade. Ao discorrer sobre o desaparecimento ou o enfraquecimento de algumas línguas, a autora
É bem verdade que algumas línguas podem desaparecer ou enfraquecer, ou pela extinção física de seus usuários (como o triste exemplo das línguas indígenas) ou pela dominação política de ditadores e/ou colonizadores, ao proibir seu uso, como no caso da Índia e das ex-colônias europeias da Ásia e África.
Em vários desses casos, a imposição da língua oficial do colonizador, até hoje, obriga seus usuários a falar sobre a própria cultura em uma língua que não é a sua. Desestruturam-se as línguas nativas e, com elas, as referências culturais. [...]
O artigo citado tem como tema central a face social da língua, ou seja, sua relação com as noções de cultura e identidade. Ao discorrer sobre o desaparecimento ou o enfraquecimento de algumas línguas, a autora
- ressalta que as línguas carregam traços relevantes de identidade.
- diminui a importância da língua como um acervo cultural.
- aponta que as línguas tornam símbolos de soberania.
- desvaloriza a preservação da identidade por meio da língua.
- enfatiza a intervenção dos dominados na aquisição da língua.