Resumo da Resposta
Os indivíduos certamente heterozigotos são I-2, II-1, II-5 e III-2, pois possuem o alelo dominante mas nem sempre manifestam o fenótipo ou transmitem-no para filhos afetados. A probabilidade de uma criança de II-5 apresentar a doença é de 40%, calculada pela multiplicação da chance de herdar o alelo pela taxa de penetrância.
Análise Detalhada
1. Compreensão do Padrão de Herança
A questão descreve uma doença autossômica dominante, localizada no cromossomo 6. O termo "dominante" indica que apenas uma cópia do alelo mutante ($A$) é suficiente para potencialmente causar a doença. Contudo, há uma condição crucial: penetrância incompleta. Isso significa que a presença do genótipo não garante necessariamente o fenótipo.
- Alelo Dominante ($A$): Responsável pela doença.
- Alelo Recessivo ($a$): Alelo normal.
- Penetrância: Apenas 80% dos indivíduos com genótipo $A?$ manifestam a doença. 20% são portadores silenciosos (fenótipo normal, genótipo mutante).
Como a doença é "muito rara", assumimos que qualquer indivíduo que entra na família (como II-2 e parceiros externos) é homozigoto recessivo ($aa$).
2. Identificação dos Heterozigotos (Item a)
Para identificar quem é certamente heterozigoto ($Aa$), devemos analisar a transmissão dos alelos dentro do heredograma:
- Indivíduo I-2: Ela é afetada. Tem um marido normal (I-1, $aa$) e vários filhos clinicamente normais (II-1, II-2, II-3, II-4). Se ela fosse homozigota dominante ($AA$), todos os filhos receberiam obrigatoriamente o alelo $A$. A existência de filhos normais confirma que ela é heterozigota ($Aa$).
- Indivíduo II-1: Ele é clinicamente normal, mas teve uma filha afetada (III-2) com uma esposa normal (II-2, $aa$). Para a filha ser afetada, ela deve ter recebido o alelo $A$. Como a mãe não possui o alelo (é $aa$), o pai (II-1) é obrigatoriamente o portador. Ele é um portador silencioso ($Aa$).
- Indivíduo II-5: Ele é afetado. Seu pai (I-1) é normal ($aa$). Portanto, ele só pôde receber o alelo $A$ da mãe (I-2). Sua genotipo é obrigatoriamente $Aa$.
- Indivíduo III-2: Ela é afetada. Sua mãe (II-2) é normal ($aa$). O alelo $A$ veio exclusivamente do pai (II-1, que sabemos ser $Aa$). Logo, III-2 é obrigatoriamente $Aa$.
3. Cálculo da Probabilidade (Item b)
Queremos saber a chance de uma criança de II-5 apresentar a doença.
- Genótipo de II-5: Confirmado como $Aa$.
- Genótipo do parceiro: Assumido como $aa$ (indivíduo externo, doença rara).
- Cruzamento: $Aa \times aa$.
A distribuição esperada de genótipos nos filhos é:
- 50% $Aa$ (Portadores)
- 50% $aa$ (Normais)
Agora aplicamos a regra de penetrância. Apenas 80% dos heterozigotos manifestam a doença.
$$P(\text{Doença}) = P(\text{Herdar } A) \times P(\text{Manifestação} | Aa)$$
$$P(\text{Doença}) = 0,5 \times 0,8$$
$$P(\text{Doença}) = 0,40$$
Convertendo para porcentagem, temos 40%.