Alternativa B
Análise da Questão
Esta questão aborda a distinção clínica e epidemiológica entre dois distúrbios comuns relacionados ao consumo de leite: a Intolerância à Lactose (IL) e a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV).
Por que a Alternativa B está correta?
A APLV é uma reação adversa do sistema imune às proteínas do leite (caseína ou soro). As manifestações clínicas variam conforme o mecanismo imunológico envolvido (mediado por IgE ou não mediado):
- Sintomas Cutâneos: Urticária (coceira com manchas vermelhas), angioedema (inchaço profundo) e eczema.
- Sintomas Gastrointestinais: Vômito, diarreia, dor abdominal e refluxo.
- Sintomas Respiratórios: Rinite, tosse e sibilância.
Portanto, a presença de urticária, inchaço e vômito é totalmente compatível com quadros de APLV, especialmente nas formas mediadas por IgE (reações mais rápidas).
Justificativa Didática das Outras Alternativas
Para entender por que as outras opções não são as melhores escolhas, vamos analisar os erros conceituais presentes nelas:
- Alternativa A (Incorreta): Embora a intolerância à lactose primária seja muito comum em populações asiáticas, ela não se restringe a elas. É uma característica fisiológica de desmame que ocorre na maioria dos adultos humanos (cerca de 65% da população mundial tem redução da enzima lactase). É altamente prevalente em populações africanas, do Mediterrâneo e indígenas também.
- Alternativa C (Incorreta): Chamar a APLV de "condição benigna" é perigoso, pois pode evoluir para anafilaxia, uma reação sistêmica grave e potencialmente fatal. Além disso, a maioria das crianças supera a alergia nos primeiros anos de vida (geralmente até 3-5 anos), não sendo preciso esperar até a adolescência.
- Alternativa D (Incorreta): O teste de hidrogênio no expirado é um método seguro, não invasivo e considerado padrão-ouro para diagnosticar má absorção de lactose. Ele não apresenta risco de insuficiência respiratória.
- Alternativa E (Incorreta): A conduta principal e definitiva no tratamento da APLV é a exclusão dietética da proteína do leite (uso de fórmulas extensamente hidrolisadas ou de aminoácidos livres). Medicamentos antialérgicos servem para tratar crises agudas, mas não substituem a necessidade de retirar o alérgeno da dieta para evitar novas reações.