Alternativa E
Justificativa Didática
A questão aborda aspectos clínicos e epidemiológicos da infecção pelo Vírus do Herpes Simples (HSV). Vamos analisar ponto a ponto para entender por que a Alternativa E é a correta e as demais estão incorretas.
Análise Detalhada
- Alternativa E (Correta): O diagnóstico de úlcera genital é essencialmente clínico e exige a exclusão de outras patologias. As principais doenças que causam úlceras genitais e compõem o diagnóstico diferencial são:
- Sífilis (Cancro duro);
- Cancroide (causado por Haemophilus ducreyi);
- Linfogranuloma Venéreo (causado por sorotipos L1-L3 de Chlamydia trachomatis);
- Donovanose (Granuloma inguinal);
- Lesões traumáticas ou neoplasias.
Portanto, a lista apresentada na alternativa é clinicamente precisa. - Alternativa A (Incorreta): Embora a infecção possa ser assintomática ou sintomática, a afirmação de que os casos sintomáticos ocorrem com maior frequência é falsa. Na realidade, a grande maioria das infecções por HSV é assintomática ou oligossintomática (o paciente tem o vírus, mas raramente sabe ou apresenta sintomas evidentes).
- Alternativa B (Incorreta): A primoinfecção (primeiro contato com o vírus) é, em geral, a fase mais grave, apresentando lesões mais extensas, maiores dores, febre e sintomas sistêmicos. As formas recorrentes tendem a ser mais brandas e de menor duração.
- Alternativa C (Incorreta): Após a infecção, o vírus viaja dos terminais nervosos periféricos em direção aos corpos celulares nos gânglios nervosos (ex: gânglios sacrais ou trigeminais), onde entra em latência. O trajeto é axonal retrógrado (dos terminais para o corpo celular), e o local de latência é neural, não sendo o linfonodo o sítio primário de latência.
- Alternativa D (Incorreta): Devido à latência nos gânglios nervosos específicos que inervam a região infectada inicialmente, as recidivas (surtos) tendem a ocorrer na mesma área anatômica ou dermatome vizinho, e não longe da lesão inicial.