Enfermagem Múltipla Escolha

Lactente, 7 meses, apresenta história de infecção intestinal presumivelmente viral com quadro de diarreia e vômitos nos últimos 15 dias. Atualmente, já está sem vômitos ou febre mas persiste com evacuações frequentes, com fezes líquidas e explosivas. No exame físico, encontra-se hidratado, com peso adequado e uma dermatite de fraldas. Está aceitando bem os líquidos e a dieta habitual oferecida. A maior probabilidade é de que este bebê tenha:

Lactente, 7 meses, apresenta história de infecção intestinal presumivelmente viral com quadro de diarreia e vômitos nos últimos 15 dias. Atualmente, já está sem vômitos ou febre mas persiste com evacuações frequentes, com fezes líquidas e explosivas. No exame físico, encontra-se hidratado, com peso adequado e uma dermatite de fraldas. Está aceitando bem os líquidos e a dieta habitual oferecida. A maior probabilidade é de que este bebê tenha:

  1. uma enteroparasitose associada.
  2. uma intolerância secundária à lactose.
  3. um processo infeccioso ainda presente.
  4. desenvolvido uma alergia à proteína do leite de vaca.
  5. uma intercorrência infecciosa bacteriana concomitante.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - uma intolerância secundária à lactose.

Este caso clínico descreve um quadro clássico de diarreia pós-infecciosa em um lactente. Após uma infecção gastrointestinal viral, ocorre uma lesão transitória nas células epiteliais do intestino delgado, especificamente nas vilosidades onde reside a enzima lactase.

Com a redução da atividade da lactase, a criança torna-se incapaz de digerir adequadamente a lactose presente no leite materno ou fórmula. A lactose não absorvida passa para o cólon, onde sofre fermentação bacteriana, resultando em:

  • Produção de gases e ácidos orgânicos;
  • Fezes líquidas, explosivas e com odor azedo;
  • Irritação cutânea severa (dermatite de fraldas);
  • Piroso e desconforto abdominal (manifestado pela irritabilidade do bebê).

Como o paciente mantém-se hidratado e sem febre, indica-se que a fase aguda da infecção já se resolveu, restando apenas a complicação metabólica digestiva.

Análise das Alternativas

  • A) Enteroparasitose: Embora possível, é menos frequente que a intolerância à lactose neste contexto específico. Geralmente requer evidências de exposição ou exames específicos para confirmação, enquanto a intolerância é uma consequência quase automática da lesão viral.
  • B) Intolerância secundária à lactose: Correta. É a complicação mais comum da diarreia aguda infantil. O dano às vilosidades intestinais reduz a produção de lactase temporariamente.
  • C) Processo infeccioso presente: Incorreta. A ausência de febre, vômitos e a hidratação adequada sugerem que a infecção ativa já cessou.
  • D) Alergia à proteína do leite: Incorreta. A alergia alimentar geralmente apresenta-se com sintomas crônicos, perda de peso ou sangramento nas fezes, e não como um episódio agudo desencadeado exclusivamente por uma infecção viral recente.
  • E) Intercorrência bacteriana: Incorreta. Infecções bacterianas costumam apresentar febre alta, presença de muco ou sangue nas fezes e piora do estado geral, o que não condiz com o quadro atual.

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