Enfermagem Múltipla Escolha

Paciente A.F.P., sexo masculino, 35 anos, pardo, possui apenas o 1° grau, morador de rua, HIV positivo com diagnóstico há 05 anos sem o uso da TARV há 01 ano, pois estava foragido. Transferido do Distrito Policial para o Complexo Médico Penal, pois referia estar fazendo tratamento com Levofloxacino para Pneumonia no Consultório na Rua e como foi preso o mesmo refere ter interrompido o tratamento o que fez com que os sintomas voltassem há mais de 02 semanas. Relatou que fez tratamento há 2 anos para Tuberculose, refere ser tabagista, etilista e usuário de crack. Foi admitido pelo profissional de segurança que ao ouvir este relato, percebeu que o interno estava emagrecido e com tosse produtiva. Qual o procedimento a ser tomado pelo Monitor de Ressocialização?

Paciente A.F.P., sexo masculino, 35 anos, pardo, possui apenas o 1° grau, morador de rua, HIV positivo com diagnóstico há 05 anos sem o uso da TARV há 01 ano, pois estava foragido. Transferido do Distrito Policial para o Complexo Médico Penal, pois referia estar fazendo tratamento com Levofloxacino para Pneumonia no Consultório na Rua e como foi preso o mesmo refere ter interrompido o tratamento o que fez com que os sintomas voltassem há mais de 02 semanas. Relatou que fez tratamento há 2 anos para Tuberculose, refere ser tabagista, etilista e usuário de crack.

Foi admitido pelo profissional de segurança que ao ouvir este relato, percebeu que o interno estava emagrecido e com tosse produtiva.

Qual o procedimento a ser tomado pelo Monitor de Ressocialização?

  1. Encaminhar o preso para uma cela com 06 outros internos e aguardar atendimento de enfermagem.
  2. Encaminhá-lo para a cela dos pacientes em tratamento de Tuberculose.
  3. Considerar este interno como sendo um caso suspeito para Tuberculose, transportá-lo quando necessário com máscara cirúrgica e até o atendimento pela equipe de saúde e mantê-lo em isolamento.
  4. Por se tratar de um caso de HIV positivo sem tratamento, deve-se orientar que o mesmo utilize a máscara N95 até o atendimento pela equipe de saúde.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Considerar este interno como sendo um caso suspeito para Tuberculose, transportá-lo quando necessário com máscara cirúrgica e até o atendimento pela equipe de saúde e mantê-lo em isolamento.

Análise do Caso Clínico

O paciente apresenta múltiplos fatores de risco para tuberculose ativa:

Fator de RiscoSituação do Paciente
História prévia de TBTratado há 2 anos
HIV positivoSem TARV há 1 ano
Uso de substânciasCrack, álcool, tabaco
Condição socialMorador de rua
Sintomas atuaisTosse produtiva + emagrecimento > 2 semanas
IntercorrênciaInterrupção de tratamento antibiótico

Justificativa Didática

Por que a Alternativa C é correta?

  1. Protocolo de Isolamento: Casos suspeitos de TB devem ser isolados imediatamente para prevenir transmissão em ambiente fechado
  2. Proteção durante transporte: Máscara cirúrgica protege terceiros durante o deslocamento até a avaliação médica
  3. Avaliação prioritária: O profissional de saúde deve avaliar rapidamente para confirmar diagnóstico e iniciar tratamento adequado
  4. Controle de infecção: Evita contaminação de outros internos no sistema prisional

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • Alternativa A: Colocar em cela comum com 6 internos viola princípios básicos de controle de infecção e pode causar surto
  • Alternativa B: Não se deve encaminhar para ala específica sem confirmação diagnóstica; precisa de isolamento individual primeiro
  • Alternativa D: N95 é máscara de proteção para profissionais de saúde, não para pacientes; além disso, o foco principal é TB, não HIV

Conclusão

Este caso ilustra a importância do reconhecimento precoce de sintomas de tuberculose em populações vulneráveis. O Monitor de Ressocialização deve seguir protocolos de biossegurança para proteger tanto o interno quanto os demais detentos, garantindo encaminhamento adequado à equipe de saúde conforme determina a legislação sanitária vigente.

Nota: Este procedimento está alinhado com as normas do Ministério da Saúde e Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, mas requer verificação oficial dos protocolos específicos da instituição.

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