Enfermagem Múltipla Escolha

Um paciente apresenta lesão cariosa profunda na dente 46, com sintomatologia dolorosa provocada e fugaz. O exame clínico indica necessidade de proteção do complexo dentinopulpar. A sequência clínica correta para o selamento definitivo é:

Um paciente apresenta lesão cariosa profunda na dente 46, com sintomatologia dolorosa provocada e fugaz. O exame clínico indica necessidade de proteção do complexo dentinopulpar. A sequência clínica correta para o selamento definitivo é:

  1. Remoção do tecido infectado, aplicação de ácido fosfórico, inserção de cimento de vidro, aplicação de adesivo e restauração em resina.
  2. Remoção do tecido infectado, inserção de cimento de hidróxido de cálcio, base de ionômero de vidro, sistema adesivo e restauração em resina.
  3. Remoção do tecido afetado, aplicação de adesivo dentinário diretamente sobre a polpa, base de ionômero de vidro e restauração com resina composta.
  4. Remoção do tecido afetado, inserção de base de óxido de zinco e eugenol, condicionamento ácido total, sistema adesivo e restauração em resina.
  5. Remoção do tecido infectado, capeamento pulpar direto com MTA, condicionamento ácido seletivo, aplicação de adesivo e restauração em amálgama.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Diagnóstico e Procedimento

O caso clínico descreve um paciente com lesão cariosa profunda e sintomas de pulpite reversível (dor provocada e fugaz). O objetivo é realizar o tratamento endodôntico conservador, removendo o tecido cariogenizado e protegendo a polpa viável através de um procedimento de capeamento indireto ou proteção pulpar.

A alternativa correta é a B.

Justificativa Detalhada

A alternativa B apresenta a sequência lógica e segura para este cenário clínico:

  1. Remoção do tecido infectado: Em lesões profundas, deve-se remover apenas o tecido infectado (bacterizado e irreversivelmente danificado), preservando o tecido afetado (desmineralizado mas capaz de remineralizar), para evitar exposição pulpar acidental.
  2. Inserção de cimento de hidróxido de cálcio: Este material é o padrão-ouro para proteção pulpar direta ou indireta. Ele possui pH alcalino (\approx 12), o que cria um ambiente antibacteriano e estimula a formação de dentina reparadora pelo complexo dentinopulpar.
  3. Base de ionômero de vidro: O hidróxido de cálcio é mecanicamente frágil. O ionômero de vidro atua como uma base de suporte estrutural e oferece excelente isolamento térmico e químico contra a futura restauração.
  4. Sistema adesivo e restauração em resina: Após a preparação da base, utiliza-se o sistema adesivo para garantir a união micro-mecânica da resina composta, fechando o sistema de vedação.

Por que as outras estão incorretas?

AlternativaErro Principal
AA aplicação de ácido fosfórico imediatamente após a remoção do tecido, antes do isolante pulpar, não protege a polpa e pode causar sensibilidade pós-operatória severa.
CAdesivo diretamente sobre a polpa é contraindicado. Os monômeros ácidos e solventes presentes nos adesivos são citotóxicos para a polpa exposta ou quase exposta.
DÓxido de zinco e eugenol (ZOE) contém eugenol, que inibe a polimerização das resinas compostas modernas, comprometendo a integridade da restauração.
EO MTA é indicado para exposição pulpar (capeamento direto). O caso descreve dor provocada/fugaz (reversível), sugerindo proteção indireta. Além disso, amálgama não utiliza sistema adesivo convencional.

Conclusão

Para lesões profundas com pulpite reversível, a estratégia ideal envolve a remoção seletiva do tecido infectado, aplicação de um material bioativo (como hidróxido de cálcio) seguido de base de suporte (ionômero) e selamento definitivo com resina.

Alternativa B

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