Enfermagem Múltipla Escolha

Um paciente de 50 anos apresenta diarreia volumosa, não sanguínea, com piora após ingestão de gordurosos. Ele realizou uma colecistectomia há dois meses. O exame físico está dentro da normalidade, e os exames laboratoriais não mostram sinais de infecção ou especialização.

Um paciente de 50 anos apresenta diarreia volumosa, não sanguínea, com piora após ingestão de gordurosos. Ele realizou uma colecistectomia há dois meses. O exame físico está dentro da normalidade, e os exames laboratoriais não mostram sinais de infecção ou especialização.

  1. Síndrome do intestino curto.
  2. Diarreia osmótica secundária à deficiência enzimática.
  3. Diarreia secreta por excesso de sais biliares no cólon.
  4. Má absorção de gorduras devido à ausência de bile.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Diarreia secreta por excesso de sais biliares no cólon.

Introdução

A questão aborda uma complicação comum após a remoção da vesícula biliar (colecistectomia). Para entender a resposta, precisamos revisar a fisiologia da bile e como sua alteração afeta o funcionamento do cólon.

Desenvolvimento

1. Função da Vesícula Biliar

  • A vesícula armazena e concentra a bile produzida pelo fígado.
  • Durante a digestão de gorduras, ela libera um bolo concentrado de bile para o intestino delgado.
  • Após a cirurgia (colecistectomia), essa capacidade de armazenamento desaparece. A bile é liberada continuamente, mas em menor quantidade e menos concentrada.

2. Mecanismo da Diarreia Pós-Colecistectomia

  • Com a liberação contínua e desregulada, parte dos sais biliares não consegue ser reabsorvida no íleo terminal (final do intestino delgado).
  • Esses sais biliares sobram e chegam até o cólon.
  • No cólon, os sais biliares atuam como agentes secretagogos: eles estimulam a saída de água e eletrólitos para dentro do lúmen intestinal.
  • Isso causa uma diarreia secretora (volumosa e aquosa), que tende a piorar após a ingestão de gorduras (que exigiriam mais bile).

Análise das Alternativas

AlternativaAnáliseVeredito
ASíndrome do intestino curto: Ocorre após grandes ressecções cirúrgicas do intestino delgado. Não se aplica a um paciente apenas com colecistectomia.Incorreta
BDeficiência enzimática: Refere-se a problemas como intolerância à lactose ou insuficiência pancreática. O exame físico normal e o histórico apontam para outro mecanismo.Incorreta
CExcesso de sais biliares: Descreve corretamente o mecanismo onde a bile irrita o cólon, causando secreção de água (diarreia secretora). É a causa mais provável neste cenário.Correta
DAusência de bile: O termo é incorreto. O fígado continua produzindo bile; não há "ausência", apenas falta de armazenamento/concentração. A má absorção de gorduras (esteatorreia) é possível, mas o mecanismo principal da diarreia aguda pós-cirurgia é o efeito dos sais no cólon.Incorreta

Conclusão

A condição descrita é classicamente conhecida como diarreia por sais biliares. O tratamento envolve muitas vezes o uso de resinas quelantes de ácidos biliares (como colestiramina) para ligar esses sais e impedir seu efeito irritativo no cólon.

Portanto, a alternativa correta é a C.

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