Física Múltipla Escolha

Para demonstrar o processo de transformação mecânica em elétrica, um estudante constrói um pequeno gerador utilizando: um fio de cobre de diâmetro D enrolado em N espiras circulares de área A; dois ímãs que criam no espaço entre eles um campo magnético uniforme de intensidade B; e um sistema de engrenagens que lhe permite girar as espiras em torno do seu eixo com uma frequência f. Ao fazer o gerador funcionar, o estudante obteve uma tensão máxima V e uma corrente de curto-circuito i. Para dobrar o valor da tensão máxima V do gerador mantendo constante o valor da corrente de curto i o estudante deve dobrar o(a):

Para demonstrar o processo de transformação mecânica em elétrica, um estudante constrói um pequeno gerador utilizando: um fio de cobre de diâmetro D enrolado em N espiras circulares de área A; dois ímãs que criam no espaço entre eles um campo magnético uniforme de intensidade B; e um sistema de engrenagens que lhe permite girar as espiras em torno do seu eixo com uma frequência f. Ao fazer o gerador funcionar, o estudante obteve uma tensão máxima V e uma corrente de curto-circuito i. Para dobrar o valor da tensão máxima V do gerador mantendo constante o valor da corrente de curto i o estudante deve dobrar o(a):

  1. área de espiras.
  2. intensidade do campo magnético.
  3. frequência de giro.
  4. diâmetro do fio.
  5. número de espiras.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E

Para resolver esta questão, devemos analisar como as grandezas físicas envolvidas (tensão, resistência e corrente) se relacionam quando alteramos os parâmetros do gerador.

Fundamentos Físicos

O funcionamento do gerador depende de duas leis principais:

  1. Lei de Faraday (Tensão Induzida): A tensão máxima (V) gerada por uma bobina girando em um campo magnético é dada por:
    V = N \cdot B \cdot A \cdot \omega
    Onde:
  • N: Número de espiras.
  • B: Intensidade do campo magnético.
  • A: Área da espira.
  • \omega: Velocidade angular (proporcional à frequência f).
  1. Lei de Ohm (Corrente de Curto-Circuito): A corrente (I) obtida quando a saída está em curto-circuito é definida pela tensão dividida pela resistência interna do fio (R):
    I = \frac{V}{R}
  2. Resistência do Fio: A resistência elétrica depende do comprimento total do fio (L):
    R = \rho \frac{L}{S}
    O comprimento total do fio enrolado é proporcional ao número de espiras (N), pois cada espira adiciona um novo segmento de fio. Logo, R \propto N.

Análise do Problema

O enunciado exige duas condições simultâneas:

  1. Dobrar a tensão máxima: V_{nova} = 2 \cdot V.
  2. Manter a corrente constante: I_{nova} = I.

Substituindo na equação da corrente:
I = \frac{V_{nova}}{R_{nova}} \Rightarrow I = \frac{2 \cdot V}{R_{nova}}
Para que I permaneça igual à original (I = V/R), a nova resistência R_{nova} deve ser exatamente o dobro da resistência original ($2 \cdot R$).

Portanto, precisamos encontrar um parâmetro que dobre a tensão E dobre a resistência ao mesmo tempo.

Verificação das Alternativas

ParâmetroEfeito na Tensão (V)Efeito na Resistência (R)Resultado na Corrente (I = V/R)
Número de Espiras (N)Dobra (N \to 2N)Dobra (R \to 2R)Constante ($2V / 2R = V/R$)
Área (A)Dobra (A \to 2A)Aumenta \sqrt{2} vezesAumenta (\sqrt{2} \cdot I)
Campo Magnético (B)Dobra (B \to 2B)Não mudaDobra ($2I$)
Frequência (f)Dobra (f \to 2f)Não mudaDobra ($2I$)
Diâmetro do Fio (D)Não mudaDiminui (R \to R/4)Quadruplica ($4I$)

Conclusão:
Ao dobrar o número de espiras, você tem o dobro de fontes de força eletromotriz em série (dobrando a tensão), mas também precisa do dobro do comprimento de fio (dobrando a resistência). Como ambos os valores dobram na mesma proporção, a corrente resultante permanece inalterada.

Assim, a alternativa correta é a E.

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