Geral Múltipla Escolha

A expansão da fronteira agropecuária nos municípios de Boca do Acre, Lábrea e Humaitá, no interior do estado do Amazonas, tem colocado em risco a economia e as práticas de subsistência das populações ribeirinhas que vivem às margens dos rios Purus e Madeira, como a pesca artesanal, a agricultura de várzea (praticada à beira dos rios) e o extrativismo de açaí, cacau e castanha. [...] 'Uma das coisas que temos observado é que essas comunidades parecem ser invisíveis aos olhos do poder público, que tende a considerar a agropecuária o motor do desenvolvimento econômico da região.' Com base no trecho do artigo sobre a realidade das populações ribeirinhas, assinale a opção revelada sobre a expansão da fronteira agrícola no Brasil:

A expansão da fronteira agropecuária nos municípios de Boca do Acre, Lábrea e Humaitá, no interior do estado do Amazonas, tem colocado em risco a economia e as práticas de subsistência das populações ribeirinhas que vivem às margens dos rios Purus e Madeira, como a pesca artesanal, a agricultura de várzea (praticada à beira dos rios) e o extrativismo de açaí, cacau e castanha. [...] 'Uma das coisas que temos observado é que essas comunidades parecem ser invisíveis aos olhos do poder público, que tende a considerar a agropecuária o motor do desenvolvimento econômico da região.' Com base no trecho do artigo sobre a realidade das populações ribeirinhas, assinale a opção revelada sobre a expansão da fronteira agrícola no Brasil:

  1. A integração harmônica das cadeias produtivas globais com as práticas de agricultura de várzea e a pesca artesanal, garantindo a sustentabilidade regional.
  2. A transformação das populações ribeirinhas em principais gestores do agronegócio regional, unificando o extrativismo de castanha com a produção de grãos em larga escala.
  3. O fortalecimento da soberania alimentar das comunidades do Purus e Madeira através da introdução de tecnologias de ponta trazidas pelos grandes proprietários de terras.
  4. A ausência de conflitos territoriais, uma vez que a expansão da fronteira ocorre prioritariamente em "vazios demográficos" onde não há ocupação humana prévia.
  5. A priorização de um modelo de desenvolvimento pautado na monocultura e na pecuária extensiva, que desconsidera as lógicas de reprodução social e econômica de grupos tradicionais locais.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E - A priorização de um modelo de desenvolvimento pautado na monocultura e na pecuária extensiva, que desconsidera as lógicas de reprodução social e econômica de grupos tradicionais locais.

Análise do Enunciado

O texto apresenta uma realidade concreta sobre os impactos da expansão da fronteira agropecuária na Amazônia brasileira, especificamente nos municípios de Boca do Acre, Lábrea e Humaitá.

Pontos-chave do texto:

  • As populações ribeirinhas têm suas práticas ameaçadas pela expansão agrícola
  • Atividades como pesca artesanal, agricultura de várzea e extrativismo estão em risco
  • O poder público considera essas comunidades "invisíveis"
  • A agropecuária é vista como "motor do desenvolvimento econômico" da região

Comparação das Alternativas

AlternativaCorreta?Justificativa
AFala em "integração harmônica", mas o texto mostra conflitos e riscos
BAfirma que comunidades viram gestores, quando são consideradas invisíveis
CDiz "fortalecimento", mas o texto mostra enfraquecimento das práticas tradicionais
DAlega ausência de conflitos e "vazios demográficos", mas há ocupação humana prévia
EReflete corretamente a priorização do agronegócio sobre comunidades tradicionais

Fundamentação Didática

Por que a alternativa E está correta?

  1. Modelo de desenvolvimento: O texto indica que o poder público considera a agropecuária como principal motor econômico
  2. Desconsideração das comunidades: As populações ribeirinhas são tratadas como "invisíveis", mostrando que suas lógicas de reprodução social não são valorizadas
  3. Conflito de modelos: Há tensão entre:
  • Agronegócio (monocultura, pecuária extensiva)
  • Economia tradicional (pesca, extrativismo, agricultura de várzea)
  1. Realidade amazônica: Esta situação reflete padrões observados em diversas regiões da Amazônia, onde a expansão da fronteira agrícola frequentemente avança sobre territórios de povos tradicionais

Nota importante: Este tema envolve questões socioambientais complexas. Para estudos acadêmicos ou concursos, recomenda-se consultar fontes oficiais e atualizadas sobre políticas públicas para comunidades tradicionais na Amazônia.

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