Considerando o documento a seguir: Documento 056 Desigualdade na ciência: mulheres recebem apenas 35% das bolsas de topo de carreira acadêmica Documento Dados dos dois principais órgãos de fomento à formação de profissionais e ao financiamento de pesquisas mostram que o Brasil ainda precisa avançar para garantir a entrada e manutenção de mulheres na Ciência. Aos 6 anos, Rayca Santos sonhava em se tornar dançarina. Dez anos depois, agora seu maior desejo é criar um software de inteligência artificial. A mudança radical de perspectiva tem explicação: o incentivo de professores em sua nova escola, o Centro de Ensino Médio 111, no Recanto das Emas, em Brasília. Rayca é uma das bolsistas de ensino médio de um projeto desenvolvido pela UNB (Universidade de Brasília) para atrair meninas para a carreira de Física e contemplado com financiamento do programa "Meninas na Ciência" do CNPq. — É necessário mais incentivo para crianças e adolescentes, porque somos influenciadas pelo que assistimos. Quando eu era criança, não sentia vontade de ser cientista e trabalhar na área de tecnologia, porque nos filmes eu sempre via homens nessas funções — conta Rayca. Dados dos dois principais órgãos de fomento à formação de profissionais, a Capes, e ao financiamento de pesquisas, o CNPq, mostram que o Brasil ainda precisa avançar para garantir a entrada e manutenção de mulheres na Ciência. Embora elas recebam a maior parte das bolsas de mestrado e doutorado concedidas pela Capes, no mais alto nível a realidade é diferente. Apenas 35% das bolsas de produtividade, concedidas no topo da carreira, são concedidas às pesquisadoras. Em um ano, de 2020 para 2021, enquanto 593 novas bolsas de produtividade foram concedidas a homens, apenas 80 passaram a beneficiar mulheres. Os números revelam que elas são maioria entre os beneficiários de bolsas de iniciação científica — 60% — , concedidas pelo CNPq na graduação, além de angariar 52% das bolsas no mestrado, passando para 50% no doutorado. Item 2) O responsável principal por organizar, produzir e fazer circular este documento foi
Considerando o documento a seguir:
Documento 056
Desigualdade na ciência: mulheres recebem apenas 35% das bolsas de topo de carreira acadêmica
Documento
Dados dos dois principais órgãos de fomento à formação de profissionais e ao financiamento de pesquisas mostram que o Brasil ainda precisa avançar para garantir a entrada e manutenção de mulheres na Ciência.
Aos 6 anos, Rayca Santos sonhava em se tornar dançarina. Dez anos depois, agora seu maior desejo é criar um software de inteligência artificial. A mudança radical de perspectiva tem explicação: o incentivo de professores em sua nova escola, o Centro de Ensino Médio 111, no Recanto das Emas, em Brasília. Rayca é uma das bolsistas de ensino médio de um projeto desenvolvido pela UNB (Universidade de Brasília) para atrair meninas para a carreira de Física e contemplado com financiamento do programa "Meninas na Ciência" do CNPq.
— É necessário mais incentivo para crianças e adolescentes, porque somos influenciadas pelo que assistimos. Quando eu era criança, não sentia vontade de ser cientista e trabalhar na área de tecnologia, porque nos filmes eu sempre via homens nessas funções — conta Rayca.
Dados dos dois principais órgãos de fomento à formação de profissionais, a Capes, e ao financiamento de pesquisas, o CNPq, mostram que o Brasil ainda precisa avançar para garantir a entrada e manutenção de mulheres na Ciência. Embora elas recebam a maior parte das bolsas de mestrado e doutorado concedidas pela Capes, no mais alto nível a realidade é diferente. Apenas 35% das bolsas de produtividade, concedidas no topo da carreira, são concedidas às pesquisadoras.
Em um ano, de 2020 para 2021, enquanto 593 novas bolsas de produtividade foram concedidas a homens, apenas 80 passaram a beneficiar mulheres. Os números revelam que elas são maioria entre os beneficiários de bolsas de iniciação científica — 60% — , concedidas pelo CNPq na graduação, além de angariar 52% das bolsas no mestrado, passando para 50% no doutorado.
Item 2) O responsável principal por organizar, produzir e fazer circular este documento foi
- o Estado.
- uma entidade acadêmica.
- a imprensa.
- um coletivo civil.
- um indivíduo.