Geral Múltipla Escolha

Em relação ao uso de inibidores da betalactamase (IBL), assinale a alternativa correta.

Em relação ao uso de inibidores da betalactamase (IBL), assinale a alternativa correta.

  1. A associação de IBL com carbapenêmicos contraindicada pela indução de resistência.
  2. Os IBLs apresentam intensa atividade antibacteriana intrínseca.
  3. A única cefalosporina que não necessita de associação com inibidores da betalactamase é ceftazidima.
  4. O clavulanato pode ser utilizado isoladamente em pacientes em baixo risco, visando à desospitalização.
  5. A piperacilina-tazobactam expande o espectro da piperacilina para S. aureus, H. Influenzae, N. Gonorrhoeae e produtores de betalactamase.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E

A associação entre piperacilina e tazobactam é um dos esquemas antimicrobianos mais utilizados na prática clínica hospitalar. Para compreender por que esta alternativa está correta, precisamos analisar o mecanismo de ação e o perfil de resistência bacteriana.

Por que a Alternativa E é Correta?

  • Mecanismo de Ação: A piperacilina é uma penicilina de amplo espectro, ativa contra Pseudomonas aeruginosa, mas possui vulnerabilidade a enzimas chamadas betalactamases.
  • Função do Inibidor: O tazobactam atua como um inibidor da betalactamase. Ele se liga irreversivelmente à enzima produzida pela bactéria, impedindo que ela destrua a piperacilina.
  • Expansão do Espectro: Com essa proteção, a combinação consegue tratar bactérias que seriam resistentes apenas à piperacilina isolada, incluindo:
  • Staphylococcus aureus (produtores de beta-lactamase);
  • Haemophilus influenzae;
  • Neisseria gonorrhoeae.

Isso permite o tratamento de infecções mistas ou graves onde esses patógenos estão presentes simultaneamente.

Análise das Alternativas Incorretas

  • Alternativa A: A associação de inibidores com carbapenêmicos geralmente não é feita porque os carbapenêmicos já são naturalmente resistentes à maioria das betalactamases. Não é necessariamente "contraindicado" por indução de resistência, mas sim por falta de benefício clínico adicional e custo.
  • Alternativa B: Os inibidores (clavulanato, sulbactam, tazobactam) possuem atividade antibacteriana intrínseca muito fraca ou nula. Eles só funcionam em sinergia com o antibiótico principal.
  • Alternativa C: Não existe apenas uma cefalosporina sem necessidade de inibidor. Muitas cefalosporinas de gerações anteriores e intermediárias são estáveis. Além disso, a afirmação sobre a ceftazidima é imprecisa, pois ela pode ser combinada com outros inibidores (como avibactam) em cenários específicos de resistência.
  • Alternativa D: O clavulanato nunca deve ser usado isoladamente. Ele tem farmacocinética instável e pouca atividade antimicrobiana própria. Sempre precisa estar associado a uma penicilina (ex: Amoxicilina + Clavulanato).

Conclusão

O uso de combinações de penicilinas com inibidores de beta-lactamase visa superar mecanismos de resistência bacteriana. A Alternativa E descreve corretamente o perfil microbiológico beneficiado pela adição do tazobactam à piperacilina, protegendo-a contra hidrólise enzimática por diversos microrganismos comuns.

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