Alternativa [Correta - Deficiência Intelectual]
O texto apresentado na imagem descreve os critérios diagnósticos oficiais para a Deficiência Intelectual, baseados nas normas internacionais (como o DSM-5) e na legislação brasileira (Lei Brasileira de Inclusão). Para que o diagnóstico seja confirmado, é necessária a constatação simultânea de três fatores específicos.
A compreensão desse conceito vai além do simples cálculo de quociente de inteligência (QI), exigindo uma análise funcional do indivíduo em seu contexto social e cotidiano.
Análise Detalhada dos Critérios
O texto divide a definição em três pilares fundamentais:
- Déficits nas Funções Intelectuais:
- Referem-se a capacidades mentais gerais como raciocínio, resolução de problemas e aprendizado.
- É quantificado por um QI inferior a $70$, obtido através de testes padronizados e individualizados.
- Exige validade psicométrica e adequação cultural para garantir a precisão do resultado.
- Déficits nas Funções Adaptativas:
- Refere-se à eficiência do indivíduo em atender às expectativas de desenvolvimento e cultura.
- Envolve a capacidade de exercer independência pessoal e responsabilidade social.
- Limitações podem ocorrer em áreas como comunicação, autogestão, uso de recursos comunitários, saúde e segurança.
- Período de Desenvolvimento:
- As limitações devem estar presentes durante o período do desenvolvimento (geralmente definido como antes dos $18$ anos).
- Isso diferencia a deficiência intelectual de outras condições adquiridas na vida adulta, como quadros demenciais ou lesões cerebrais traumáticas tardias.
Conclusão
A combinação desses três elementos garante que o diagnóstico seja preciso e respeite a dignidade da pessoa, evitando classificações baseadas apenas em testes cognitivos isolados. Essa abordagem é essencial para direcionar os direitos e apoios previstos na legislação de inclusão vigente no Brasil.