Geral Múltipla Escolha

Uma mulher de 32 anos, primigesta, com pré-natal de baixo risco, é admitida na maternidade em trabalho de parto à termo. Após parto vaginal sem intercorrências, evolui no terceiro dia do puerpério com sangramento vaginal volumoso por atonia uterina, choque hipovolêmico e óbito, apesar das medidas de reanimação. De acordo com as definições do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, como esse óbito deve ser classificado e considerado nos indicadores?

Uma mulher de 32 anos, primigesta, com pré-natal de baixo risco, é admitida na maternidade em trabalho de parto à termo. Após parto vaginal sem intercorrências, evolui no terceiro dia do puerpério com sangramento vaginal volumoso por atonia uterina, choque hipovolêmico e óbito, apesar das medidas de reanimação. De acordo com as definições do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, como esse óbito deve ser classificado e considerado nos indicadores?

  1. Morte materna obstétrica direta, computada no numerador da Razão de Mortalidade Materna.
  2. Morte materna obstétrica indireta, por se tratar de condição agravada pelas alterações fisiológicas da gestação.
  3. Morte materna tardia, não integrando o cálculo padrão da Razão de Mortalidade Materna.
  4. Morte não obstétrica, de causa incidental, sendo excluída do cálculo da Razão de Mortalidade Materna.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A - Morte materna obstétrica direta, computada no numerador da Razão de Mortalidade Materna.

Introdução

A questão aborda a classificação correta de um óbito materno segundo os critérios do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para responder, é necessário compreender as definições temporais e causais utilizadas nos indicadores de saúde pública.

Desenvolvimento

O caso descreve uma mulher que faleceu no 3º dia do puerpério devido a sangramento por atonia uterina. Vamos analisar os pontos-chave para a classificação:

  1. Janela Temporal: A OMS define morte materna como o óbito da mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gravidez, independente da duração e local da gravidez. Como o óbito ocorreu no 3º dia, ela se enquadra neste período.
  2. Causa Direta vs. Indireta:
  • Morte Direta: Resulta de complicações obstétricas da gravidez, trabalho de parto ou puerpério, ou de intervenções/manejo incorreto. A atonia uterina e a hemorragia subsequente são complicações diretas do parto.
  • Morte Indireta: Resulta de doença pré-existente ou nova doença desenvolvida durante a gravidez, agravada pelos efeitos fisiológicos da gestação (ex: malária, cardiopatia, diabetes).
  1. Inclusão nos Indicadores: Apenas as mortes maternas (diretas ou indiretas) dentro das 42 semanas contam para o cálculo da Razão de Mortalidade Materna.

Análise das Alternativas

AlternativaAnáliseVeredito
(A)Correta. O óbito ocorreu em menos de 42 dias do parto e a causa foi uma complicação obstétrica direta (atonia).CORRETA
(B)Incorreta. Não se trata de uma doença sistêmica (como cardíaca ou renal) agravada pela gestação.Errada
(C)Incorreta. Morte materna tardia ocorre entre 42 dias e 1 ano após o parto. Este caso foi no 3º dia.Errada
(D)Incorreta. A atonia uterina é uma causa obstétrica, não acidental/incidental (como um acidente de carro).Errada

Conclusão

O óbito deve ser classificado como Morte Materna Obstétrica Direta, pois decorre diretamente de uma complicação do trabalho de parto e puerpério (hemorragia), ocorrendo dentro do prazo legal de 42 dias. Portanto, ela integra o numerador do indicador de mortalidade materna para fins de vigilância epidemiológica.

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