Leia o texto a seguir: A partir do século XVI iniciou-se, portanto, a formação do eurocentrismo ou, como nomeia Coronil (1996), do ocidentalismo, entendido como o imaginário dominante do mundo moderno/colonial que permitiu legitimar a dominação e a exploração imperial. Com base nesse imaginário, o outro (sem religião certa, sem escrita, sem história, sem desenvolvimento, sem democracia) foi visto como atrasado em relação à Europa. Sob esse outro é que se exerceu o "mito da modernidade" em que a civilização moderna se autodescreveu como a mais desenvolvida e superior e, por isso, com a obrigação moral de desenvolver os primitivos, a despeito da vontade daqueles que são nomeados como primitivos e atrasados (Dussel, 2005). Esse imaginário dominante esteve presente nos discursos coloniais e posteriormente na constituição das humanidades e das ciências sociais. Essas não somente descreveram um mundo, como o "inventaram" ao efetuarem as classificações moderno/coloniais. Ao lado desse sistema de classificações dos povos do mundo houve também um processo de dissimulação, esquecimento e silenciamento de outras formas de conhecimento que dinamizavam outros povos e sociedades. Fonte: BERNARDINO-COSTA, J.; GROSFOGUEL, R.. Decolonialidade e perspectiva negra. Sociedade e Estado, v. 31, n. 1, p. 15–24, jan. 2016, s/p. Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta.
Leia o texto a seguir:
A partir do século XVI iniciou-se, portanto, a formação do eurocentrismo ou, como nomeia Coronil (1996), do ocidentalismo, entendido como o imaginário dominante do mundo moderno/colonial que permitiu legitimar a dominação e a exploração imperial. Com base nesse imaginário, o outro (sem religião certa, sem escrita, sem história, sem desenvolvimento, sem democracia) foi visto como atrasado em relação à Europa. Sob esse outro é que se exerceu o "mito da modernidade" em que a civilização moderna se autodescreveu como a mais desenvolvida e superior e, por isso, com a obrigação moral de desenvolver os primitivos, a despeito da vontade daqueles que são nomeados como primitivos e atrasados (Dussel, 2005). Esse imaginário dominante esteve presente nos discursos coloniais e posteriormente na constituição das humanidades e das ciências sociais. Essas não somente descreveram um mundo, como o "inventaram" ao efetuarem as classificações moderno/coloniais. Ao lado desse sistema de classificações dos povos do mundo houve também um processo de dissimulação, esquecimento e silenciamento de outras formas de conhecimento que dinamizavam outros povos e sociedades.
Fonte: BERNARDINO-COSTA, J.; GROSFOGUEL, R.. Decolonialidade e perspectiva negra. Sociedade e Estado, v. 31, n. 1, p. 15–24, jan. 2016, s/p.
Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta.
- O decolonialismo se desenvolveu a partir do século XVI e foi o imaginário dominante do mundo moderno/colonial, contribuindo para legitimar a dominação e a exploração imperial.
- Sob o imaginário dominante do eurocentrismo/ocidentalismo, o "outro" foi caracterizado corretamente como sem religião certa, sem escrita, sem história, sem desenvolvimento e sem democracia.
- Podemos afirmar que a colonização dos povos ocorre pelo território, mas também pela cultura, pela ideologia. A teoria decolonialista desafia as narrativas históricas eurocêntricas e valoriza a diversidade cultural.
- O mito da modernidade busca justificar a obrigação moral dos colonizadores para desenvolver os povos considerados primitivos, independentemente de sua vontade.
- Podemos afirmar que, com o ocidentalismo, houve um processo de assimilação, valorização e cultivo de memória e de outras formas de conhecimento presentes em diferentes povos e sociedades.