Em um ano, de 2020 para 2021, enquanto 593 novas bolsas de produtividade foram concedidas a homens, apenas 80 passaram a beneficiar mulheres. Os números revelam que elas são maioria entre os beneficiários de bolsas de iniciação científica — 60% — , concedidas pelo CNPq na graduação, além de angariar 52% das bolsas no mestrado, passando para 50% no doutorado. A reportagem do O Globo usa dados oficiais do CNPq para tratar das mulheres na ciência brasileira. Como fonte histórica, este documento:
Em um ano, de 2020 para 2021, enquanto 593 novas bolsas de produtividade foram concedidas a homens, apenas 80 passaram a beneficiar mulheres. Os números revelam que elas são maioria entre os beneficiários de bolsas de iniciação científica — 60% — , concedidas pelo CNPq na graduação, além de angariar 52% das bolsas no mestrado, passando para 50% no doutorado.
A reportagem do O Globo usa dados oficiais do CNPq para tratar das mulheres na ciência brasileira. Como fonte histórica, este documento:
- vale como prova quantitativa e dispensa o cruzamento com fontes sobre trajetórias de pesquisadoras.
- apoia interpretações sobre o tema, desde que se reconheça o papel da edição jornalística na construção do quadro.
- tem o mesmo peso como evidência do que os próprios dados do CNPq, já que o jornal os reproduz na íntegra.
- mostra que a imprensa de grande circulação pode transformar dados institucionais em pauta de interesse público.
- indica que o tema das bolsas femininas já era reconhecível para o leitor de jornais não especializados.
- encerra a discussão sobre o tema, já que os percentuais e dados são oficiais e, portanto, definitivos.