Medicina Múltipla Escolha

Adolescente de 14 anos, previamente hígida, está em uso de amoxicilina há 4 dias devido a quadro de amigdalite. Retorna ao pronto-socorro por persistência da febre, prostração e aparecimento de edema palpebral e manchas na pele. Ao exame físico, está em regular estado geral, apresentando edema palpebral e adenomegalia cervical bilateral, orofaringe hiperemiada com exsudato em amígdalas, esplenomegalia discreta e rash cutâneo. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, a conduta indicada é:

Adolescente de 14 anos, previamente hígida, está em uso de amoxicilina há 4 dias devido a quadro de amigdalite. Retorna ao pronto-socorro por persistência da febre, prostração e aparecimento de edema palpebral e manchas na pele. Ao exame físico, está em regular estado geral, apresentando edema palpebral e adenomegalia cervical bilateral, orofaringe hiperemiada com exsudato em amígdalas, esplenomegalia discreta e rash cutâneo. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, a conduta indicada é:

  1. prescrever anti-histamínico e trocar a amoxicilina para macrolídeo, pois está apresentando reação alérgica ao antibiótico.
  2. fazer dose de penicilina benzatina, pois o quadro é compatível com escarlatina.
  3. substituir o antibiótico para cefalosporina de segunda geração, para ampliar cobertura para agente produtor de beta-lactamase.
  4. fazer teste rápido e colher cultura de orofaringe para definir o antimicrobiano a ser prescrito.
  5. suspender o antibiótico e solicitar sorologia para Epstein-Barr.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Alternativa E - Suspender o antibiótico e solicitar sorologia para Epstein-Barr.

Introdução ao Caso Clínico

Este é um caso clássico de apresentação da Mononucleose Infectiosa, também conhecida como doença do beijo, causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). O paciente adolescente apresenta o quadro triádico típico: febre, faringite e linfonodomegalia cervical, acrescido de sinais que diferenciam essa condição de uma infecção bacteriana comum.

O ponto crucial da questão reside na evolução clínica após o uso de antibióticos. Pacientes com mononucleose que recebem aminopenicilinas (como a amoxicila) frequentemente desenvolvem um rash cutâneo maculopapular. Isso não indica necessariamente uma alergia verdadeira ao medicamento, mas sim uma reação específica decorrente da interação entre o vírus e o fármaco.

Análise das Opções

  • Sinais de Alerta: A presença de esplenomegalia (baço aumentado) e a persistência dos sintomas apesar de 4 dias de tratamento antibiótico são fortes indícios contra uma etiologia bacteriana simples (como estreptococo).
  • Conduta Correta: Como se trata de uma infecção viral autolimitada, o uso de antibióticos é inútil e prejudicial neste contexto. Portanto, a conduta correta é interromper o uso da amoxicilina e confirmar o diagnóstico virológico.
  • Por que não outras opções?
  • As alternativas A, B e C mantêm o foco em tratar como se fosse uma infecção bacteriana ou alérgica simples, ignorando a probabilidade alta de Mononucleose. Trocar o antibiótico não resolverá o problema viral.
  • A alternativa D sugere cultura e teste rápido. Embora possa descartar bactérias, a suspeita principal já aponta para o vírus. A sorologia para EBV é o exame definitivo para confirmar a hipótese diagnóstica principal.

Conclusão

A combinação de faringite exsudativa, adenomegalia cervical, esplenomegalia e o aparecimento de rash após o uso de amoxicilina em um adolescente configura o quadro clínico clássico de Mononucleose Infectiosa. A conduta adequada envolve suspender o antimicrobiano desnecessário e solicitar exames específicos para confirmação viral.

Portanto, a alternativa E é a correta.

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