Medicina Múltipla Escolha

Homem de 72 anos, com câncer de pulmão em quimioterapia, apresenta dispneia progressiva há 2 dias. Refere dor torácica leve. Exames: FC 110 bpm, PA 110x70 mmHg, SatO2 90%, Edema assimétrico em membro inferior direito. Qual o escore de Wells aproximado e conduta?

Homem de 72 anos, com câncer de pulmão em quimioterapia, apresenta dispneia progressiva há 2 dias. Refere dor torácica leve. Exames: FC 110 bpm, PA 110x70 mmHg, SatO2 90%, Edema assimétrico em membro inferior direito. Qual o escore de Wells aproximado e conduta?

  1. Wells baixo; solicitar dímero-D
  2. Wells incalculável; aguardar exames
  3. Wells alto; iniciar anticoagulação e solicitar angiotomografia
  4. Wells alto; apenas observar
  5. Wells baixo, dar alta

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Wells alto; iniciar anticoagulação e solicitar angiotomografia

Análise da Questão

Para responder corretamente, é necessário calcular o Escore de Wells para Tromboembolismo Pulmonar (TEP) e seguir o algoritmo de conduta baseado no risco estimado.

1. Cálculo do Escore de Wells

O escore atribui pontos para fatores de risco e sinais clínicos. Vamos analisar o caso descrito:

CritérioPontosCaso do Paciente
Sinais clínicas de TVP (edema, dor à palpação)+3Edema assimétrico em membro inferior direito.
Tromboembolismo pulmonar é diagnóstico mais provável+3(Não aplicado explicitamente aqui, focando nos outros critérios objetivos).
Frequência Cardíaca > 100 bpm+1,5FC = 110 bpm.
Imobilização ≥ 3 dias ou Cirurgia nas últimas 4 semanas+1,5Não mencionado.
TVP ou TEP prévio+1,5Não mencionado.
Hemoptise+1Não mencionado.
Neoplasia maligna (tratamento atual)+1Câncer de pulmão em quimioterapia.

Pontuação Total Estimada: $3 + 1,5 + 1 = 5,5$ pontos.

2. Interpretação do Risco

Existem duas formas principais de classificar o escore, dependendo do protocolo utilizado:

  • Classificação Simplificada (2 categorias):
  • Baixo Risco: < 2 pontos.
  • Alto Risco: $\geq$ 2 pontos.
  • Neste caso: $5,5 \geq 2$, portanto, risco ALTO.
  • Classificação Padrão (3 categorias):
  • Baixo: $\leq 1$.
  • Intermediário: 2 a 6.
  • Alto: > 6.
  • Neste caso: $5,5$ seria intermediário.

No entanto, na prática clínica e em muitos concursos, um escore acima de 2 com sinais de alarme (hipóxia e taquicardia) exige tratamento imediato, sendo frequentemente categorizado como "Alto Risco" para fins de decisão terapêutica.

3. Conduta Clínica

Independentemente da classificação técnica estrita, a conduta deve ser guiada pela estabilidade hemodinâmica e suspeita clínica:

  • Estabilidade: O paciente está estável (PA 110x70), mas hipoxêmico ($90\%$) e taquicárdico.
  • Manejo: Em pacientes com alta probabilidade de TEV (tromboembolismo venoso) baseada no Wells, não se deve esperar os resultados dos exames antes de iniciar o tratamento.
  • Ação Imediata: Iniciar anticoagulação (ex: Heparina não fracionada ou Fracionada) imediatamente para prevenir propagação do trombo.
  • Diagnóstico Confirmatório: Solicitar Angiotomografia de tórax (padrão-ouro) para confirmar o diagnóstico.

Conclusão

  • Alternativas A e E (Wells baixo): Incorretas, pois a pontuação é superior a 2.
  • Alternativa B (Agardar exames): Perigosa, pois atrasa o tratamento em paciente com hipóxia e sinais de TVP.
  • Alternativa D (Apenas observar): Incorreta, pois há risco vital iminente.
  • Alternativa C (Wells alto; tratar e investigar): Correta. Reflete a necessidade de cobrir o risco de embolia enquanto se aguarda o exame de imagem definitivo.

Portanto, a resposta correta é a Alternativa C.

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