Alternativa C - Tipos 1 e 3
Endoleaks após EVAR: São vazamentos persistentes de sangue para dentro do saco aneurismático após o implante de um enxerto endovascular. Eles são classificados em cinco tipos conforme sua origem hemodinâmica.
Análise das Alternativas:
- Tipo I: Ocorre na zona de ancoragem (proximal ou distal). Há falha no selamento entre o enxerto e a parede da aorta.
- Risco: Alta pressão no saco aneurismático.
- Conduta: Reparo imediato obrigatório, pois há alto risco de ruptura.
- Tipo II: Fluxo retrógrado proveniente de artérias colaterais (ex: lombares, mesentérica inferior).
- Risco: Geralmente benigno.
- Conduta: Observação inicial; intervenção apenas se houver expansão do saco.
- Tipo III: Desconexão de componentes do enxerto ou rotura do tecido do próprio dispositivo.
- Risco: Perda da integridade estrutural do sistema.
- Conduta: Reparo necessário devido ao fluxo direto de alta pressão.
- Tipo IV: Porosidade do material do enxerto (geralmente precoce).
- Conduta: Auto-limitante; geralmente não requer intervenção.
Por que a alternativa C?
As opções que apresentam os tipos com indicação absoluta de reparo são os Tipos 1 e 3. Ambos representam falhas mecânicas que mantêm a pressão arterial direta no interior do aneurisma, anulando o benefício do procedimento e colocando o paciente em risco vital iminente de ruptura aórtica.
Alternativamente, os tipos 2 e 4 frequentemente evoluem sem necessidade de nova intervenção cirúrgica. Portanto, a combinação correta é 1 e 3.